Um casal preso pela Operação Lava Jato, a mando do juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos julgamentos em primeira instância, os marqueteiros do Partido dos Trabalhadores (PT) João Santana e Mônica Moura, entrou com um pedido na Justiça [VIDEO]. Segundo informações dos seus advogados de defesa, Beno Brandão, Alessi Brandão e Juliano Campelo Prestes, o casal estaria passando severas dificuldades financeiras.

Sérgio Moro bloqueou bens dos marqueteiros, que agora reclamam que não estão conseguindo suprir suas necessidades pessoais e das famílias por conta da falta de dinheiro e pedem a liberação para sair da "miséria".

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João Santana e Mônica Moura realizavam campanhas milionárias para o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva e na época de campanha da ex-presidente Dilma Rousseff.

O casal foi preso em fevereiro de 2016 e colaborou com as delações premiadas, acabando sendo soltos no mês de agosto do ano passado. Os argumentos utilizados pela defesa para a liberação do dinheiro são de que Mônica Moura e João Santana não podem trabalhar, dificultando as condições financeiras para suprir suas necessidades pessoais envolvendo também suas famílias, além da falta de dinheiro para pagar os honorários advocatícios.

Sérgio Moro bloqueou o valor de R$ 28.755.087,49 do casal. No ano passado, foram liberados cerca de R$ 6 milhões. Os advogados querem o restante do valor que ainda continua barrado pela Justiça. O casal foi acusado de corrupção e lavagem de dinheiro nas ações penais.

Quando Moro liberou o dinheiro para os marqueteiros, o Ministério Público Federal (MPF) não compactuou com a decisão do juiz.

O órgão avaliou que seria preciso esperar os valores encontrados na conta Shellbill, no exterior, cujo donos são os marqueteiros.

No dia 4 de abril, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e relator dos processos da Lava Jato na Suprema Corte, Edson Fachin [VIDEO], homologou o pedido de delação premiada do casal. A decisão, que já havia sido aceita pelo MPF, foi levada até o Supremo, pois as declarações de Moura e Santana perante a Justiça envolvem nomes de grandes políticos com foro privilegiado.

O casal, que atuou nas campanhas de 2006, 2010 e 2014 do PT, citou em documentos os nomes dos ex-presidentes Lula e Dilma e até mesmo do atual presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, chamado de ditador devido seu governo violento. Não há uma previsão para a decisão de Moro sobre o pedido de liberação do dinheiro bloqueado.