Durante uma palestra na terça-feira (15), em São Paulo, realizada pela Jovem Pan, foram convidados Cármen Lúcia, presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) e o juiz federal Sérgio Moro para discursarem. Nos corredores do evento, os dois se encontraram e tiveram uma conversa rápida.

Moro relatou grande preocupação para a ministra sobre uma possível nova interpretação do Judiciário a respeito da condenação em segunda instância.

Cármen Lúcia o tranquilizou e disse que ela manteria sua posição.

Moro ficou contente com as palavras da ministra. De acordo com a revista Veja, foi combinado um novo encontro entre eles. O convite foi feito pela ministra ao juiz e a tendência é de que será uma conversa mais longa. O local será Brasília.

Apenas para relembrar, no ano passado, foi realizado uma sessão, sob o comando da ministra, referente ao entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre esse fato. Por 6 votos a 5 foi confirmado que os condenados podem já ir pagando suas punições mesmo com o processo ainda correndo.

Pressão

Cármen Lúcia está vivendo uma pressão grande na Corte. Vários ministros estão se posicionando contrários ao que Moro defende e ela tem que ter jogo para não confrontar com seus colegas de trabalho e nem desiludir o povo brasileiro, que na sua grande maioria apoia Sérgio Moro.

O ministro Marco Aurélio Mello já afirmou que será feito uma nova votação sobre a questão da prisão de condenados em segunda instância.

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Lava Jato

Ministros que no ano passado votaram a favor dos objetivos da Lava Jato, mudaram de opinião, como é o caso de Gilmar Mendes e Dias Toffoli. Para se ter novamente essa votação, vai depender de Cármen Lúcia colocar isso em pauta no STF, mas ela havia garantido a Moro que isso não estaria nos planos da Corte, pelo menos por enquanto.

Tensão

De acordo com o Blog do Noblat, do jornal O Globo, a Operação Lava Jato mais uma vez está sob bombardeio.

O colunista cita um ataque planejado de dentro do Judiciário contra a maior operação de combate à corrupção no Brasil.

O que causa estranheza nisso tudo, conforme análise do Blog, é que a decisão do STF sobre a prisão dos condenados em segunda instância, decidido em outubro de 2016, não completou nem um ano de aniversário e já existe uma correria para mudar os procedimentos. Como podem ministros mudarem tão rapidamente seus pensamentos?

O juiz Sérgio Moro declarou que é de grande necessidade manter presos os suspeitos de corrupção até a conclusão das investigações e do julgamento. Caso eles fiquem soltos, eles poderão destruir provas e, às vezes, até mesmo, continuarem cometendo esquemas de corrupção.

Enquanto o Judiciário pega fogo, o convite da presidente da Corte a Moro pode ser algo bem-vindo no momento.

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