A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia [VIDEO], pode estar com um sério problema para resolver. Ela tem observado o seu colega de trabalho, o ministro Gilmar Mendes [VIDEO], ser criticado e alvo de protesto da sociedade por livrar da cadeia vários condenados pela Justiça. Até agora, nenhum ministro tomou uma posição sobre isso e Cármen Lúcia pode estar vendo a necessidade de ter que fazer alguma coisa.

O que complica um pouco a situação, é que a ministra tem ao lado um colega com muita influência e com grande poder em Brasília. Uma ação errada dela pode ocasionar num fracasso e o STF ficar desprezível perante o povo.

As decisões de Mendes têm sido "massacradas" por juristas. Ele está sendo alvo de vários questionamentos, criticam sua conduta e posição diante dos casos, encontros fora da agenda, inclusive, com políticos que estão sob investigação.

A Suprema Corte vem sendo pressionada para que tome uma decisão sobre o ministro. Movimentos sociais, associação de juízes e partidos querem uma posição sobre o que fazer diante das ações de Mendes, que aos poucos, desmoralizam o STF.

Situação crítica

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, chegou a enviar ao STF um pedido de suspeição de Mendes nos casos que envolvem as decisões dele sobre o empresário Eike Batista. Cármen mantém o pedido dentro da gaveta e não chegou a nenhuma decisão sobre isso.

De acordo com informações do site "Os Divergentes", a ministra está encontrando muitas dificuldades para disciplinar Mendes.

Se ela tomasse uma decisão sozinha sobre o ministro, ela poderia enfrentar resistências na Corte e acabar não se dando bem. Se a ministra levar o caso ao Plenário para que todos os juízes decidam sobre Mendes, ela poderia perder a votação, já que o ministro tem muitos colegas a seu favor e isso acontecendo pode favorecer uma revolta da sociedade.

Decisão em mãos

Nos próximos dias, chegará nas mãos da presidente o segundo pedido de impedimento do caso Barata Filho. O povo já demonstrou que não aceitará os suspeitos de esquemas criminosos soltos nas ruas. Cármen terá que decidir. Ela enfrentará Gilmar Mendes ou tentará levar tudo no "banho maria" até que a situação se acalme, isso é, se existir essa probabilidade.

Gilmar é amigo do presidente da República, é presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), tem fortes relações com o Senado Federal, que é o órgão que julga os ministros e possui muitos colegas na Corte, que estão a seu favor.

A batalha da ministra é grande.