O deputado Marco Feliciano (PSC-SP) defendeu seu amigo Jair bolsonaro (PSC-RJ), que foi condenado a pagar uma indenização à parlamentar Maria do Rosário (PT-RS). Em um vídeo, o pastor Marco Feliciano diz que Bolsonaro não fez nenhuma apologia ao estupro.

Devido à propagação do assunto nas mídias, o pastor Feliciano ficou muito preocupado. Segundo ele, tanto Bolsonaro quanto Maria do Rosário são seus amigos, mas resolveu quebrar o silêncio e saiu em defesa do pré-candidato à presidência da República, Jair Bolsonaro.

Para Marco Feliciano, a deputada Maria do Rosário também revidou e cometeu crime, no momento em que ela acusou Jair Bolsonaro de ser um estuprador.

Segundo Feliciano, se ela fosse responder por esses atos, seria enquadrada no mínimo pelos crimes de calúnia e difamação. Ele afirmou ainda que Bolsonaro, em nenhum momento, incitou o estupro, e que ficou claro aos olhos de todos que houve a chamada exaltação dos “ânimos políticos”, durante o julgamento do processo entre Jair Bolsonaro e Maria do Rosário.

Segundo Marco Feliciano, não foi obedecida a legislação vigente sobre a autonomia dos parlamentares à livre expressão, e o que deveria ser levado em conta no processo era a condição do parlamentar, que na tribuna tem imunidade.

Jair Bolsonaro foi condenado a pagar uma indenização de R$ 10 mil

O pré-candidato à presidência, Jair Bolsonaro (PP-RJ), foi condenado pela 18ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal a pagar uma indenização de R$ 10.000, por danos morais, à deputada Maria do Rosário (PT-RS).

Esta decisão foi tomada pela Justiça do Distrito Federal em primeira instância e ainda cabe recurso.

Em um discurso feito por Jair Bolsonaro na Tribuna do plenário da Câmara, em dezembro de 2014, o parlamentar disse que só não estupraria a deputada Maria do Rosário porque ela não merecia isto, e afirmou também que ela era uma mentirosa, deslavada e covarde.

O deputado Bolsonaro fez essas declarações em resposta a um discurso proferido pela deputada Rosário, em que ela dizia ser contra a ditadura militar.

Segundo a juíza Tatiana Dias da Silva, quem assinou a decisão confirmou que a deputada Rosário foi lesada seriamente em seu direito da personalidade.

Após Maria do Rosário ter chamado o período da ditadura militar, que vigorou de 1964 a 1985, de vergonha absoluta, a parlamentar foi agredida verbalmente pelo deputado Bolsonaro, que se sentiu ofendido com a declaração.