A ex-presidente do Brasil Dilma Rousseff disse, em um evento organizado na Universidade Federal do Rio (UFRJ), que o deputado federal Jair Bolsonaro [VIDEO](PSC-RJ) era fascista. No local, ao lado de Dilma, também se encontrava o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que também não poupou críticas destrutivas ao deputado.

As palavras que ofenderam Bolsonaro aconteceram na sexta-feira passada (11), o que levou o parlamentar a dar uma resposta através de um vídeo postado em uma de suas redes sociais.

Dilma diz que Bolsonaro é fascista

No evento, a ex-presidente afirmou que "uma pessoa ao achar que a política, a democracia e o governo são irrelevantes pode ser atraída por posições de extrema direita, que é a história do fascismo".

E continuou dizendo que "os segmentos políticos do PSDB são tão irresponsáveis que hoje viabilizam o que há de mais de extrema direita neste país, que é o Bolsonaro", finalizou a ex-presidente ao som de palmas e gritos da plateia.

Resposta do deputado Jair Bolsonaro Dilma

Como resposta a ex-presidente, o deputado Jair Bolsonaro postou um vídeo em uma de suas redes sociais mostrando que a história nega todo o discurso da petista.

"Dilma Rousseff todos conhecem. Há pouco, na ONU (Organização das Nações Unidas), ela disse que o mundo deveria negociar com o Estado Islâmico, bem como o seu partido, o PT (Partido dos Trabalhadores), apoia incondicionalmente o regime do presidente Nicolás Maduro, da Venezuela. Se estão reclamando, é porque estamos no caminho certo. Nós defendemos a democracia e a liberdade", disse o deputado Bolsonaro em resposta a Dilma Rousseff.

Ainda no vídeo, Bolsonaro também disse que, no mesmo evento, Lula tinha afirmado que pretende ter o controle social da imprensa, talvez querendo fazer uma comparação com regime fascista do ditador Mussolini, onde a impressa regulada era um dos principais meios adotados pelo regime.

Bolsonaro e o desejo de ser presidente

Jair Bolsonaro disse, na última quinta-feira (10), que só se filiará ao PEN (Partido Ecológico Nacional) para concorrer às eleições presidenciais de 2018, caso a legenda retire a Ação Declaratória de Constitucionalidade que o PEN tem junto com a OAB (Organização dos Advogados do Brasil), em oposição à deliberação tomada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) de aceitar as prisões na segunda instância.

O parlamentar analisa a possibilidade de enfrentar as eleições pelo PEN. No entanto, Bolsonaro mostrou um pouco de receio com relação ao partido após saber que o PEN tem esse processo no STF.