Edson Fachin, ministro do Supremo Tribunal Federal e relator dos processos da Operação Lava Jato na Corte, não acolheu o pedido de suspeição (termo jurídico que indica o impedimento de juízes, promotores, advogados ou auxiliares da Justiça de atuarem em determinado processo) do jurista e procurador-geral da República, Rodrigo Janot, impetrado pela defesa do presidente da República, Michel Temer.

No próximo dia 17 de setembro, Rodrigo Janot deixa o comando da Procuradoria Geral da República, mesmo assim não diminui suas ações relacionadas à Operação Lava Jato e pretende fazer nova denúncia contra o presidente Temer, situação que a defesa do presidente e ele próprio pretende evitar de qualquer forma.

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A defesa de Temer protocolou o pedido de suspeição no dia 8 de agosto, sob o argumento que o procurador Rodrigo Janot age por razões pessoais ao denunciar o presidente. Segundo os advogados do presidente, é notório e público [VIDEO] que o procurador extrapola os limites constitucionais.

Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, advogado de Michel Temer afirmou que ‘’ao que tudo indica’’ Rodrigo Janot tem fixação em acusar o presidente da República, Michel Temer. Na sentença de Fachin, o magistrado rejeita o ato, alegando que não vê parcialidade na denúncia de Rodrigo Janot em nem tão pouco nas investigações em que o presidente Temer está denunciado.

Sobre a denúncia que levou a defesa de Michel Temer a solicitar a suspeição de Rodrigo Janot

Recentemente, o procurador Rodrigo Janot denunciou Michel Temer por corrupção passiva. Acontece que, depois de uma semana de acordos e articulações políticas e emendas concedidas, os deputados federais decidiram arquivar o processo de autorização para que o presidente fosse investigado pelo STF e evitar o impeachment de Temer.

A acusação de crime de corrupção passiva se originou a partir da delação premiada negociada com o empresário Joesley Batista, [VIDEO] dono da JBS.

Na delação, Joesley apresentou um áudio onde supostamente o presidente Michel Temer negocia com Joesley Batista, no Palácio Jaburu.

Embora pareça controverso, o processo só poderá retomar o andamento ao final do mandato do presidente Michel Temer em 31 de dezembro de 2018. A Procuradoria Geral da República pretende fazer nova denúncia [VIDEO] contra Temer sob acusação de tentativa de obstrução da Justiça e participação em organização criminosa, ambas originadas na delação premiada de Joesley Batista na Operação Lava Jato.