A edição do ‘’Fórum Mitos & Fatos’’, promovido pela Rádio Jovem Pan, nesta terça-feira (15), contou com a presença de ilustres personalidades do universo jurídico, como Claudio Lamachia, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB); Carlos Eduardo Sobral, presidente da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF); os juristas Miguel Reale Júnior e Carlos Ayres Britto; Otávio Yazbek, doutor em Direito Econômico e bacharel em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP); Modesto Carvalhosa, advogado e ex-professor de Direito Comercial da Faculdade de Direito da USP; Carlos Fernando Lima, procurador regional da República da 3º região, em São Paulo, atuando na força-tarefa da Lava Jato, em Curitiba; o advogado Walfrido Jorge Warde Júnior (Lehmann, Warde & Monteiro de Castro Advogados).

Realizado no bairro de Cerqueira César, região central da capital paulista; a abertura do evento ficou a cargo de Sérgio Moro, juiz federal da 13ª Vara Criminal Federal de Curitiba. Já o encerramento, por volta das 11h40, foi feito pela ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça.

Moro defendeu os delegados federais de Curitiba e enalteceu a coragem de Rosalvo Franco, superintendente Regional da Polícia Federal no Paraná, que acatou a decisão do delegado-chefe da Delecor (Delegacia de Combate à Corrupção e Desvio de Verbas Públicas), Igor Romário de Paula, de encerrar o grupo de trabalho exclusivo das operações Lava Jato e Carne Fraca na capital paranaense no dia 6 de julho.

Entretanto, Moro fez críticas quanto à redução no repasse de verbas à Polícia Federal pela União, sugerindo que, sem investimentos, as investigações podem acabar prejudicadas e a própria operação não chegar ao fim.

Moro disse também que não é admissível o cometimento de "vacilos" como a redução do efetivo de policiais federais atuando na Lava Jato em Curitiba, além do contingenciamento de 44% nos gastos orçados para o ano de 2017, medidas tomadas sob suspeita de intervenção do governo Michel Temer.

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Lava Jato Sergio Moro

Para o juiz federal, em vez de recuo, o ideal seria um enfrentamento por parte da Polícia Federal e também do Ministério Público. Por fim, Sérgio Moro comentou que os subsídios para a manutenção da Lava Jato com efetivo eficiente vêm da própria operação com a recuperação de ativos desviados e montantes repatriados.

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