O ex-deputado e empresário faleceu na madrugada desta segunda feira (21), na cidade de Uberlândia, aos 54 anos. O falecimento foi confirmado nesta manhã, o corpo está sendo velado no Cemitério Parque dos Buritis, Bairro Novo Mundo, e o sepultamento acontecerá às 17h no mesmo local.

A família informou que o ex-deputado estava lutando contra o câncer a mais de um ano, o tipo de câncer não foi informado. Bittar deixa uma esposa e quatro filhos.

O médico responsável, o pneumologista Thulio Marquez Cunha, confirmou que ele deu entrada no pronto atendimento apresentando grave quadro de pneumonia. A causa da morte se deu de complicações, não tendo relação com a pneumonia base do paciente.

O óbito ocorreu às 0h40.

O político deixa a esposa e quatro filhos.

Do voluntário a política

O ex-deputado [VIDEO] João Bittar nasceu em abril de 1963 em Ituiutaba. Mudou-se para Uberlândia e foi fundador e voluntário da ONG LAR criada para ao atendimento de pessoas de baixa renda. Com muita atuação nas áreas de desenvolvimento social, saúde e educação, se elegeu vereador por três mandatos em Uberlândia e disputou as eleições para prefeito municipal em 2004 e 2008.

Bittar foi fundador e presidente do Conselho Municipal do Idoso de Uberlândia no início de 90. Na Câmara de Vereadores, foi presidente das comissões de Ciência e Tecnologia, Educação, Cultura, Direitos Humanos, Ação Social e Defesa do Consumidor.

O parlamentar se candidatou ao cargo de deputado federal e, ainda em 2007, tomou posse pela primeira legislatura na Câmara dos Deputados.

Assumiu, o mandato de Deputado Federal no dia 4 de fevereiro de 2008 a 27 de novembro de 2012 e a partir de 29 de novembro de 2013. Em outubro de 2014,se candidatou à Câmara dos Deputados, não conseguiu se reeleger, abandonou então a sua carreira política a partir de janeiro de 2015. Também foi presidente da Comissão de Assuntos Municipais e Regionalização, membro da Comissão de Participação Popular e da Comissão de Política Agropecuária e Agroindustrial. Também presidiu a Comissão de Turismo, Indústria, Comércio e Cooperativismo.

Em abril, houveram notícias de que o político estava entre os citados na lista de contribuições ilegais da Odebrecht. Foi dito que o político recebeu mais de R$ 350 mil em doações eleitorais captados pela direção do Democratas.

Os recursos foram devidamente declarados e as contas aprovadas pela Justiça, que atestou a regularidade no recebimento e na aplicação dos recursos. E a investigação sobre o ex-deputado em relação ao grupo Odebrecht foi encerrada desde então.