O ministro gilmar mendes, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), é considerado um dos grandes alvos das redes sociais, seja através de memes ou mesmo, por meio de críticas recebidas, a partir de suas decisões judiciais, muitas vezes questionadas e que acabaram repercutindo de modo extremamente negativo na internet. Um dos episódios mais recentes e que causou grande perplexidade de polêmica trata-se da soltura, concedida por meio de um habeas corpus dado pelo ministro, ao empresário carioca do setor de transporte Jacob Barata Filho, o "rei do ônibus" no Rio de Janeiro. Gilmar Mendes foi padrinho de casamento da filha do empresário.

A decisão de Gilmar Mendes se contrapôs à determinação anterior proferida pelo juiz federal Marcelo Bretas, que havia expedido mandado de prisão contra o empresário Barata Filho e que acabou tendo a determinação reformada pelo ministro Gilmar Mendes.

Vale ressaltar que Marcelo Bretas é o juiz titular da Operação Ponto Final, que apura crimes de corrupção relacionados ao transporte público no Rio de Janeiro e conduz as investigações desse "braço" da Operação Lava Jato [VIDEO], a partir da 7ª Vara Criminal do estado do Rio de Janeiro.

Ofensiva contra o ministro Gilmar Mendes

A ofensiva contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes tornou-se pública a partir do momento em que o magistrado decidiu inaugurar seu perfil na rede social do Twitter, no mês de maio deste ano. Em uma das mensagens mais inusitadas que Mendes teria recebido nas redes sociais, um internauta diz: "Ministro, meu cachorro foi pego pela carrocinha e tá preso num abrigo de cães de Belo Horizonte. Mande soltar ele por favor, o nome dele é Boris". Outro internauta chegou a escrever que "piscou, Gilmarzão solta".

Entretanto, algumas preocupações são levadas em conta, a partir de um episódio em que o ministro Gilmar Mendes teria recebido uma encomenda muito curiosa em seu gabinete no Supremo Tribunal Federal, há algumas semanas. O remetente do pacote altamente suspeito encaminhado ao magistrado estaria descrito como o "traidor" da Inconfidência Mineira, o português Joaquim Silvério dos Reis. Esse fato chegou a mobilizar as autoridades e acender o sinal amarelo no gabinete de Gilmar Mendes.

A primeira providência tomada foi despachar o pacote para o raio-X do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde se constatou que não haveria como decifrar o material maciço na caixa. Como ninguém se atreveu a abrir o pacote suspeito, o esquadrão antibomba foi chamado.

Após a realização de alguns procedimentos, verificou-se que já com o pacote aberto, não haveria nada lá contido que ameaçasse a integridade física das pessoas. Havia somente um montante de moedas de reais em pequeno valor, sem mesmo nenhum bilhete encontrado.

Segundo assessores do magistrado, a intenção do remetente seria a fazer uma comparação relacionada ao caráter de traidor de Joaquim Silvério dos Reis ou ainda, o relato bíblico das 30 moedas que levaram o apóstolo Judas Iscariotes a trair Jesus Cristo.