Após sua homenagem ter sido barrada na Bahia, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um desabafo crítico a respeito da situação, nesta quinta-feira (17). Ele disse que o título teve aprovação em 2011, e que ele nem conhece o vereador Alexandre Aleluia (DEM) que foi responsável por barrar sua homenagem. Lula disse que o vereador tem total direito de não gostar dele, porque ele não gosta de ninguém do DEM. Ele justificou que não gosta deles não por questão pessoal, mas por possuírem ideias ideológicas, políticas e de inclusão social, contrárias às dele.

Lula afirmou que era muito importante para ele a homenagem, porém, mesmo não tendo a celebração, ele garantiu que o importante é o “reconhecimento” que concederam a ele.

Alegou que isso é perseguição política, e garantiu que vai à cidade, é à universidade de Salvador, ainda nesta sexta-feira (18), apesar da decisão de barrar sua homenagem.

O desabafo foi feito durante a caravana que Lula está promovendo, que tem o objetivo de passar por nove estados do Nordeste durante estes próximos 20 dias.

Cerimônia de homenagem à Lula é barrada

A cerimônia que iria homenagear e entregar o título de doutor honoris causa ao ex-presidente Lula foi barrada pela Justiça Federal Baiana. A celebração estava prevista para acontecer na Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB) nesta sexta-feira (18). O vereador Alexandre Aleluia que é o líder do DEM na câmara municipal de Salvador apresentou uma ação popular ao juiz Evandro Reimão dos Reis da décima Vara Federal da capital Baiana para impedir que acontecesse o evento em que o ex-presidente seria homenageado.

O juiz aceitou a denúncia por entender que há desvio de interesses nesta oferta de titulação. Segundo o juiz isto coincide com a visita da caravana denominada ‘Lula pelo Brasil’ que irá desembarcar no mesmo dia. O juiz acredita que Lula está envolvido em movimento partidário denominado de Brasil em Movimento. Foi exigido pelo juiz Evandro que a Polícia Federal esteja presente no local da nomeação do ex-presidente.

Defesa de Lula solicita a suspensão do interrogatório em setembro

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva do (PT) fez um pedido ao Juiz Sérgio Moro para suspender o interrogatório que está previsto para acontecer no mês de setembro, no dia 13. Lula está sendo investigado por corrupção passiva e uso propinas da Odebrecht usadas para compra de terrenos que supostamente seria usado para construir o Instituto Lula. Os advogados do ex-presidente Lula também solicitaram no documento enviado ao Juiz Sérgio Moro, o pedido para que o Ministério Público Federal cedesse às correspondências trocadas com o Ministério Público da Suíça com relação ao sistema My Web Day, incluindo as vias eletrônicas para passarem por perícia.