Segundo a afirmação de Rodrigo Janot, procurador-geral da República, o presidente Michel Temer teria feito um pedido ao ex-presidente [VIDEO] da Transpetro, Sérgio Machado, um repasse no valor de R$ 1 milhão efetuado pela empresa Barro Novo Empreendimentos. O valor em propina seria destinado à campanha de Gabriel Chalita, candidato do PMDB à prefeitura de São Paulo em 2012.

Janot apresentou nesta sexta-feira (25), uma denúncia contra o ex-presidente José Sarney (PMDB) e os senadores do PMDB Romero Jucá e Renan Calheiros, entre outros políticos.

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Na acusação estão todas as informações sobre essa suposta transação entre Temer, Sérgio Machado e a empresa Barro Novo, que é ligada a Odebrecht.

Protegido pelo artigo 86 da Constituição, que diz que o presidente da República não pode ser investigado por fatos ocorridos antes do mandato, Temer não pode ser denunciado.

As informações presentes na denúncia serão investigadas assim que ele deixar o cargo.

Michel Temer preferiu não se manifestar sobre o conteúdo da denúncia afirmando que já fez comentários sobre o assunto. Na época em que a delação de Machado se tornou pública, o presidente disse que as acusações apresentadas contra ele eram inverídicas e levianas e que local onde teria ocorrido a reunião não existia.

Na denúncia de Janot, os citados nas acusações teriam, supostamente, desviado dinheiro da Transpetro, que é uma subsidiária da Petrobrás. Por intermédio de Machado, as empresas realizavam pagamentos [VIDEO] a políticos do PMDB, dinheiro que era camuflado como doações destinadas a campanhas eleitorais. Em troca da propina conseguiam contratos superfaturados com a Transpetro. O desvio ocorreu no período de 2003 a 2015.

Para a campanha eleitoral de Gabriel Chalita à prefeitura de São Paulo em 2012, Temer teria feito um pedido de aproximadamente R$ 1,5 milhão a Machado. De acordo com a delação premiada de Sérgio Machado, o encontro com o presidente ocorreu na Base Aérea de Brasília. O pedido foi repassado a Fernando Cunha Reis, diretor da Odebrecht Ambiental, que pediu para empresa Barro Novo Empreendimentos fazer o pagamento.

Na delação, Machado afirma que após duas semanas do encontro com Michel Temer, a empresa Barro Novo fez duas doações no valor de R$ 500 mil cada uma, ao PMDB nacional. Esse dinheiro foi transferido para a campanha de Chalita. Segundo ele, os políticos sabiam que o dinheiro tinha origem ilegal.