Os "duros embates" entre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), gilmar mendes e o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, parecem estar longe de um desfecho. Um dos principais episódios qe acarretaram as discrepâncias em entendimentos por parte do magistrado e por parte do Ministério Público Federal, se refere ao caso do empresário Jacob Barata Filho, considerado o "rei do ônibus" no Rio de Janeiro.

Após ter sido concedido um habeas corpus, impetrado por sua decisão, cuja decisão de soltura foi proferida por Gilmar Mendes, o juiz federal Marcelo Bretas, responsável pela sétima Vara Criminal do Rio de Janeiro, havia expedido novo mandado de prisão contra o empresário carioca, porém, dessa vez, pela ocorrência de novos crimes relacionados ao caso. Entretanto, o ministro do Supremo, Gilmar Mendes, determinou novamente que se conceda a liberdade ao acusado, numa "clara" decisão contrária ao trabalho do juiz federal de primeira instância.

Novo atrito com Procuradoria-Geral da República

Após o episódio que resultou num forte "atrito" entre um ministro da mais alta Corte do país e um juiz da primeira instância, Gilmar Mendes respondeu enfaticamente em críticas dirigidas à Procuradoria-Geral da República, que é conduzida até meados de setembro, pelo procurador-geral Rodrigo Janot. A Procuradoria pretende solicitar que o ministro Gilmar Mendes seja declarado "suspeito", em relação ao julgamento em relação ao caso do empresário Jacob Barata Filho.

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Mendes afirmou que o possível pedido da Procuradoria, seria uma "inversão" de valores. O ministro foi ainda mais longe ao afirmar que se isso vier acontecer, seria, no entanto, o rabo abanando o cachorro. As críticas foram ainda mais contundente, quado Gilmar Mendes argumentou que se a medida for tomada pela Procuradoria-Geral da República, o Supremo passaria a ser um órgão inferior em relação à posição de promotores e juízes.

Em um período considerado "curto" de 24 horas, o ministro Gilmar Mendes despachou por duas vezes, ao esticar um habeas corpus favorável ao empresário Jacob Barata Filho; o "rei do ônibus" no Rio de Janeiro, ocasionando a revogação de um decreto de prisão preventiva que havia sido expedido pelo juiz federal Marcelo Bretas.

O empresário Barata Filho é um dos principais alvos da "Operação Ponto Final", da Polícia Federal, um dos braços da Operação Lava Jato. A força-tarefa foi responsável pelo desmantelamento de um esquema de corrupção e distribuição de propinas no setor de transportes do Rio de Janeiro.

Os procuradores federais se apegam ao fato de que o ministro Gilmar Mendes foi padrinho de casamento de Beatriz, filha do empresário acusado de ser um dos principais membros do esquema de corrupção e ainda pela esposa do magistrado da mais alta Corte, trabalhar em um escritório de advocacia que defende pessoas investigadas em crimes relacionados no âmbito da Operação Lava Jato.

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