Nesta sexta-feira (25), Rodrigo Janot, o procurador-geral da República, denunciou ao Supremo Tribunal da República (STF) quatro senadores do PMDB, dois ex-senadores da mesma legenda e três pessoas envolvidas no contexto da Operação Lava Jato.

Entre os denunciados estão José Sarney e Renan Calheiros

Os senadores da República Renan Calheiros (PMDB-AL), Garibaldi Alves (PMDB-RN), Romero Jucá (PMDB-RR), Valdir Raupp (PMDB-RO) foram denunciados por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

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Os ex-senador e ex-presidente da República José Sarney (PMDB-AP) também foi denunciado ao Supremo por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O ex-presidente da Transpetro e ex-senador Sérgio Machado foi denunciado também por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Os demais denunciados são Fernando Ayres (foi presidente da Odebrecht Ambiental), Luiz Fernando Nave Maramaldo (sócio da NM Engenharia) e Nelson Cortonesi Maramaldo (sócio na NM Engenharia), os três denunciados por lavagem de dinheiro e corrupção ativa.

Caciques da política nacional foram denunciados por Rodrigo Janot, na Lava Jato
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Os denunciados também são acusados no processo administrativo que investigava se Aníbal Gomes (PMDB-CE) e Renan Calheiros (PMDB-AL) receberam propina em contratos superfaturados da Transpetro.

Alguns parlamentares já foram denunciados anteriormente

Dentre os denunciados por Rodrigo Janot, Romero Jucá (PMDB-RR) foi denunciado anteriormente em uma etapa da Operação Zelotes, Valdir Raupp (PMDB-RO) já é réu na Lava Jato e Renan Calheiros (PMDB-AL) já foi denunciado recentemente na Operação Lava Jato, porém ainda não há conclusão da Corte sobre torná-lo ou não réu.

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Após a investigação, ocorreu a denúncia, pois a Procuradoria Geral da República acredita já ter reunido provas suficientes para formalizar o ato.

Agora a denúncia será encaminhada ao ministro relator da Lava Jato, no Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin. Ele pedirá a defesa prévia de cada um denunciado antes de elaborar um relatório, e encaminhará o caso para a apreciação dos quatro ministros da segunda turma. São eles: Celso de Mello, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes.

Não há prazo pré-estabelecido para a análise da denúncia por parte do Supremo, porém, se a denúncia for recebida, os envolvidos passam a ser réus no caso e respondem a processo penal no Supremo Tribunal Federal.

Os fatos investigados que levaram à denúncia ocorreram entre 2008 e 2012, conforme informações da Procuradoria-Geral da República. Os indiciados desviaram dinheiro da Transpetro para abastecer diretórios municipais e estaduais do PMDB através de doações de empresas contratadas pela estatal.

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