O deputado federal Jair Messias Bolsonaro é um dos pré-candidatos à presidência da República para as eleições presidenciais do ano de 2018, e o parlamentar está sendo julgado no Supremo Tribunal Federal (STF) pela acusação de ter cometido um crime de apologia ao estupro contra a também deputada federal Maria do Rosário.

A justificativa dos ministros para a investigação é que os deputados federais não podem utilizar da imunidade parlamentar para incitar discursos de ódio. Por esses argumentos que Bolsonaro tornou-se réu e foi condenado, tentou recorrer e acabou perdendo, e Maria do Rosário deu um depoimento sobre o caso, no qual se estressou e mandou um recado para o deputado federal.

'Ele é líder do ódio'

A parlamentar Maria do Rosário usou esta frase para mandar um recado para Bolsonaro: "Ele é líder do ódio". Nesta fala, ela faz uma analogia com o fato do pré-candidato à presidência da República, Jair Messias Bolsonaro, ser líder em algumas pesquisas presidenciais, porém, a deputada Maria do Rosário afirmou que o parlamentar seria líder do ódio.

Tem chances de Bolsonaro ganhar?

Na verdade, o processo já está perdido em primeira instância em uma ação cível, fora do STF, no qual o deputado foi condenado a indenizar Maria do Rosário em R$ 10 mil, mas isso aconteceu em 2015. Logo após, o deputado federal Bolsonaro recorreu e perdeu, e o pré-candidato acabou sendo condenado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF) [VIDEO] a postar uma retratação em um jornal de grande circulação e também na sua página oficial do Facebook, Youtube e blog, ficando disponível para todos verem durante um mês.

Bolsonaro tentou recorrer no Superior Tribunal de Justiça (STJ), e também acabou por perder, mas agora a dúvida que muitos ficaram é se o pré-candidato vai conseguir se eleger para a presidência da República no ano de 2018.

Bolsonaro fica inelegível?

Este crime de incitação ao ódio não configura o que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) considera um motivo para o possível candidato ficar inelegível a qualquer cargo público, até porque o que acaba determinando um impedimento da candidatura de qualquer cidadão é algum crime que coloca em cheque a honestidade do político, como crimes de furtos ou corrupção.

A Lei da Ficha Limpa [VIDEO] se tornou muito efetiva para que crimes de corrupção não sejam repetidos por antigos políticos que já supostamente pagaram por seus respectivos erros, mas terão que carregar o fardo para o resto da vida de nunca mais se candidatar.