O juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, resolveu falar sobre a reforma política que está sendo decidida pelos parlamentares. No discurso do juiz, que aconteceu nesta terça-feira (15), em São Paulo, ele falou que a reforma política deveria ser melhor pensada. Do jeito que está não é uma verdadeira reforma.

De acordo com o magistrado, foi de grande importância a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de aprovar a ação direta de constitucionalidade a respeito do financiamento eleitoral realizado por empresas.

O juiz disse que até concorda com o financiamento público, porém, não pode ser exclusivo porque senão atrapalha a renovação de mandatos.

O juiz comentou que existe um grande interesse de quem está no cargo continuar e evitar que quem está fora consiga entrar no lugar dele. Diante disso, o financiamento público ajudaria aquele que já está no poder e prejudica quem está tentando conseguir entrar.

O magistrado reiterou que a decisão do STF de mudar esse tipo de sistema foi de grande coerência, mas mandou uma crítica ao parlamento dizendo que a reforma política deve ser melhor pensada e estruturada. Desse jeito não está certo.

Corrupção

Sérgio Moro alertou que os representantes eleitos pelo povo ainda não despertaram uma maneira de combater a corrupção. Fica apenas para a justiça criminal o combate às estruturas corruptas. Os políticos ficam de mão atadas e não fazem aquilo que o povo deseja e precisa.

Nesta terça-feira (15), a Comissão Especial da Câmara analisará a Proposta de Emenda à Constituição sobre a reforma e pode concluir a votação do relatório sobre o "distritão" para 2018 e além disso, criar um fundo que bancará as campanhas dos políticos com dinheiro público.

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Sergio Moro

Na semana passada quase foi concluído essa parte, mas a sessão teve que ser remarcada devido a oposição esvaziar a sessão. Após passar por essa Comissão, a votação vai para o Plenário da Câmara e posteriormente para o Senado Federal, onde precisará de 308 dos 513 deputados para a aprovação.

Foro privilegiado

O juiz comentou também sobre o foro privilegiado. Para ele, é de grande necessidade a redução das pessoas que tem esse direito.

Quando os processos chegam até o STF, tudo acaba ficando muito lento devido aos inúmeros trabalhos da Corte e a impunidade parece tomar conta do Judiciário.

Moro defende a igualdade. Segundo suas palavras, a democracia pressupõe que todas as pessoas são livres e iguais. Não deveria pessoas com mais poder serem tratadas diferentes.

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