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Nesta última quarta-feira, 23 de agosto, o procurador da República e coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol, informou ao juiz federal Sérgio Moro que há cinco discos rígidos revelados, contendo importante material para as investigações no âmbito da Lava Jato [VIDEO]. Há muito tempo, o sistema "MyWebDay" foi considerado misterioso para os investigadores, nele há toda a contabilidade da Odebrecht sobre a distribuição de propinas. O sistema foi feito exclusivamente para contabilizar os atos ilícitos da empreiteira.

Os cinco discos rígidos foram entregues após análise de autoridades da Suíça, que compactuam com a operação Lava Jato. Até então, o material era considerado algo incorruptível, mas a Justiça conseguiu obter a cópia dos dispositivos de acesso dos usuários que utilizam o sistema.

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O sistema é considerado um "arquivo-bomba" para as investigações, nele poderá evidenciar ainda mais crimes e novos culpados corruptos. O Ministério Público Federal (MPF), entregou agora os documentos, após Sergio Moro determinar comunicação imediata caso haja acesso. Os procuradores informaram ao juiz que receberam o conteúdo do "arquivo-bomba" recentemente. Há muitas especulações em torno do conteúdo que há no arquivo, o sistema poderá desmascarar muitas pessoas da alta sociedade que receberam propinas.

O software 'MyWebDay'

O sistema foi denunciado pela ex-secretária da Odebrecht, uma das primeiras a firmar acordo de delação premiada com a Justiça. Maria Lúcia Guimarães Tavares tinha em sua própria residência o software "bomba" que continha toda a contabilidade e toda a forma com que funcionava os pagamentos de Propina.

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A Polícia Federal encontrou dentro da casa da ex-secretária, um manual de como é utilizado o sistema e foi constatado que Tavares usava diariamente o software, ela trabalhava em Salvador, Bahia. O "arquivo-bomba" esconde muitas coisas, já que foi um sistema implantado pela própria Odebrecht na década de 1990.

O fato de Maria Lúcia Tavares assinar acordo de delação premiada, mostrou, pela primeira vez, uma funcionária de uma empreiteira colocada para colaborar com a Justiça [VIDEO]. O sistema era uma "contabilidade paralela" da empreiteira, Maria Lúcia trabalhou na Odebrecht desde 1977 e a partir de 2010 integrou o núcleo das Operações Estruturadas, mais conhecidas como o "setor de propinas" da Odebrecht.