O juiz federal Sérgio Moro deu uma palestra nesta quinta-feira (15), em São Paulo e falou sobre a reforma política e a questão sobre a possibilidade de ser presidente da República.

Sobre a reforma política, Moro criticou o parlamento por tentarem impor uma reforma que não condiz com a verdade. Para o juiz, esse tipo de ação tenderá a manter os políticos em seus cargos e evitará uma possível renovação no Brasil.

De acordo com o magistrado, a reforma política deveria ser melhor pensada e os parlamentares deveriam deixar de lado um pouco o interesse deles pelo poder e manter algo justo com todos.

Moro ressaltou que o financiamento público para as campanhas eleitorais deve ser também analisado pois envolve dinheiro do povo. A determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) de não autorizar o financiamento eleitoral por pessoas jurídicas, causou um grande problema para os políticos e isso foi um grande avanço, disse Moro. O que não pode agora é utilizar dinheiro público para criar um fundo destinado aos partidos, onde só os que já estão no poder seriam beneficiados.

Presidência

Uma das pessoas presentes perguntou aquilo que a maioria dos brasileiros querem saber, se Moro se candidataria à Presidência da República. O juiz foi bem convicto e afirmou que não será candidato. Segundo ele, para ser presidente, é necessário um tipo de perfil político, que ele admitiu não ter. Ele ressaltou que o seu caminho é a magistratura.

Sob aplausos da plateia, Moro disse que dirá quantas vezes for preciso que não será candidato, mesmo a profissão política sendo uma das mais belas que existe.

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Lava Jato Sergio Moro

Moro afirmou que existem bons políticos, o que atrapalha, é uma minoria que só pensa em interesses próprios e contamina os outros.

Além da participação de Moro no evento, Cármen Lúcia também estará presente em uma palestra.

Polícia Federal

Moro comentou que o momento de agora não pode ser propício à vacilações. Para o juiz, é necessário um aumento do efetivo da Polícia Federal. O presidente Michel Temer reduziu nos últimos meses a força-tarefa da Lava Jato, em Curitiba, e isso prejudicou as investigações.

Moro disse que não acredita numa ação para enfraquecer a Lava Jato, mas que qualquer vacilação agora pode acabar perdendo o foco das denúncias e corruptos se livrarem da Justiça.

O juiz disse que para combater a corrupção não se gasta muito. Não precisa de grandes dispêndios financeiros. É uma investigação barata, afirma o juiz.

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