O juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, se encontrou com a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, no corredor do fórum "Jovem Pan Mitos e Fatos", onde eles foram convidados a dar uma palestra. O evento foi realizado nesta terça-feira (15), em São Paulo.

Ao se aproximar de Cármen Lúcia, o juiz aproveitou a oportunidade para relatar a ela uma grande preocupação.

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"Estou preocupado com a segunda instância lá", disse o juiz. A presidente da Corte respondeu: "Eu não mudei".

O assunto entre eles se refere a um tema polêmico que envolve o STF sobre a prisão de condenados enquanto o processo ainda está em julgamento. No mês de outubro de 2016, a maioria dos ministros da Corte definiu que a Constituição autoriza a prisão antes da conclusão do julgamento. Cármen Lúcia, que participou desta sessão, havia se posicionado pela prisão pós-julgamento em segunda instância, o que estaria de acordo com Moro.

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No dia 8 de agosto, o tema voltou a ser debatido na Corte, após um pedido de habeas corpus ter sido questionado por alguns ministros sobre a prisão em segunda instância. Edson Fachin pediu vista e o Supremo poderá se decidir novamente sobre essa questão. Os ministros Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Celso de Mello entendem que o réu deve ficar livre até ter o seu último recurso julgado.

Para se ter uma ideia das gravidades do fato, se houver um novo entendimento do Supremo e eles não autorizarem a prisão em segunda instância, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva estará livre, independente da decisão do Tribunal Regional Federal da 4° Região (TRF-4).

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Sergio Moro Governo

Moro defende prisão

O juiz Sérgio Moro teme que o STF reverta o entendimento sobre a prisão em segunda instância e livre da cadeia todos os condenados pela Operação Lava Jato. Isso seria uma afronta à sociedade. Para Moro, os condenados já devem começar a cumprir a sentença presos, assim não teria risco deles destruírem provas e continuarem com organizações criminosas de corrupção.

Cármen Lúcia, em sua conversa com o juiz, deixou claro que está com o magistrado e que não mudou de opinião.

Porém, há ministros do Supremo que podem votar contra os conceitos defendidos por Moro, um deles seria Gilmar Mendes, que tem criticado a força-tarefa de Curitiba.

Reforma Política

Sérgio Moro criticou o parlamento sobre a decisão da reforma política e disse que as coisas teriam que ser diferente. Ele aprova uma reforma, mas não desse jeito que está acontecendo. Moro falou que os políticos visam seus interesses e se esquecem de representar o povo em seus anseios.

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