O ex-deputado federal Cândido Vaccarezza [VIDEO], foi solto nesta terça-feira (22) após determinação do juiz federal Sergio Moro. Ele foi líder dos governos dos ex-presidentes Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva e é alvo de um dos braços da Operação Lava Jato, nomeada de Anate.

Cândido Vaccarezza havia sido preso na última sexta-feira (18), sob a acusação de ter recebido R$ 468.687 em forma de propina por negociar a contratação de uma empresa estrangeira pela Petrobras. A empresa em questão é a norte-americana Sargeant Marine, que atuaria no fornecimento de asfalto para as obras da estatal brasileira.

O juiz Sergio Moro é responsável pelos processos relativos à Lava Jato em Curitiba (PR) e suas respectivas fases, tal como a Abate, em que Vaccarezza foi preso.

Sendo assim, coube ao magistrado analisar o habeas corpus impetrado pela defesa do ex-deputado federal [VIDEO], que justificou o seu pedido de soltura por razões de saúde.

A defesa de Vaccarezza apresentou documentos relativos a uma biópsia de próstata que seria feita na segunda-feira (21) por razões de alteração na glândula do ex-petista preso pela Abate. No pedido de soltura, os advogados justificaram seu pleito [VIDEO]alegando que seria ‘’mais adequado’’ o uso de medidas alternativas à prisão preventiva.

O argumento da defesa foi favorecido pelo fato de em nenhum momento o Ministério Público Federal ter contestado a documentação relativa a biópsia de Vaccarezza. O ex-deputado Federal já deixou a carceragem da Polícia Federal em Curitiba.

Na sentença, Moro ordenou que Cândido Vaccarezza está proibido de deixar o país, é obrigado a entregar seu passaporte em 48 horas, tem que comparecer em todos atos processuais, está proibido de exercer cargo ou função pública, não pode manter contato com outros investigados e nem tão pouco mudar de endereço.

Além das proibições impostas pelo magistrado, Vaccarezza terá que pagar uma fiança no valor R$ 1,5 milhão no prazo de dez dias, valor equivalente à propina recebida por Vaccarezza.

Mesmo após acolher os argumentos da defesa, Sergio Moro ressaltou que existem provas de que Vaccarezza utilizou sua influência para conduzir a contratação da empresa norte-americana Sargeant Marine pela Petrobras, e que, consequentemente, o ex-deputado pode ter atuado em outros crimes relacionados à intermediação de contratos na estatal ou demais entidades públicas envolvidas nas investigações da Lava Jato.

O magistrado também comentou que o fato dos R$122 mil em espécie serem encontrados pela Polícia Federal na casa de Vaccarezza desfavorecem o ex-deputado, pois é comum entre os criminosos o transporte ou posse de valores vultosos com a finalidade de evitar o rastreamento e a configuração do delito.

Outro indiciado na Lava Jato também foi solto por Sergio Moro. Trata-se Márcio Aché, ex-gerente de Marketing da Petrobras.

O magistrado determinou as mesmas proibições aplicadas ao ex-deputado federal e líder da Câmara Cândido Vaccarezza, mas diferenciando o valor da fiança a ser pago, que é de R$ 371.496.