O herdeiro e principal acionista da construtora OAS, Cesar Mata Pires, estava caminhando pelas ruas de São Paulo, na manhã desta terça-feira (22), quando teve um Infarto fulminante e acabou falecendo. Ele estava em uma rua do Pacaembu, um dos bairros nobres da capital paulista.

Ele era casado com uma das filhas do ex-senador Antonio Carlos Magalhães, mas estava um pouco distante da família baiana por supostas desavenças. A empresa OAS é uma das investigadas com contratos fraudulentos envolvendo a Petrobras e é acusada de beneficiar políticos com propina.

A construtora estava em fase de negociação com a Procuradoria-Geral da República (PGR) para fornecer provas e dados importantes do desvio de dinheiro público.

Todos os acionistas da empresa iriam ter que depor. Cesar Pires era um dos principais, pois possui o maior número de ações da OAS.

A morte dele pode atrasar as negociações com a PGR e políticos corruptos podem ganhar mais tempo.

Alvos da OAS

Executivos da OAS confirmaram documentos fornecidos pelos advogados da empresa e assinaram uma ata para a formalização da reunião.

Os últimos depoimentos dos executivos foram entregues à força-tarefa há dois meses e agora seria combinado qual a pena de cada colaborador. Cesar Pires iria passar informações importantes de governadores. O ex-presidente da construtora Léo Pinheiro, também um delator importante, visa acusar e envolver o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e os senadores José Serra e Aécio Neves, ambos do PSDB, em graves esquemas de corrupção.

A Procuradoria, para ganhar tempo, pretende focar em casos com maiores repercussão ocorrido dentro da empresa. Uma das determinações da PGR é que a OAS juntasse todos os documentos de pagamentos de propina para que toda a história de corrupção fosse analisada e estruturada.

Traição na Lava Jato

Uma reportagem da revista "IstoÉ", do dia 18 de agosto, mostrou um caminho percorrido por Rodrigo Janot que buscava retardar as delações da OAS para favorecer o ex-presidente Lula e outros líderes petistas.

De acordo com a reportagem, Janot e sua equipe montaram uma investigação paralela à investigação principal da Lava Jato [VIDEO] para quando tiverem oportunidade atacarem o governo do presidente Michel Temer e favorecer Lula. Um dos casos que foi destacado é o acordo da PGR com os executivos da OAS. Tudo já está pronto para ser enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) [VIDEO], mas Janot está retardando ao máximo o envio dos documentos para homologação.

Porém, denúncias contra Temer já andam mais aceleradas e o procurador-geral da República não perde tempo. Segundo a reportagem, quem percebeu isso foi a força-tarefa de Curitiba.