Nesta última terça-feira, 29 de agosto, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e relator dos processos da Operação Lava Jato, Edson Fachin, recebeu uma encomenda do Ministério Público Federal. Agora, Fachin deverá homologar o acordo do processo de delação premiada de Lúcio Funaro com a Procuradoria Geral da República, a pedido do MPF. Caso Edson Fachin homologue, as investigações do MPF se utilizarão das informações da delação.

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O conteúdo da delação de Funaro está mantido em total sigilo. Antes de dar seu parecer final, Edson Fachin deverá convocar Lúcio Funaro para saber se o processo de delação premiada foi assinada por livre e espontânea vontade do colaborador.

Em conversa com a procuradoria, Funaro relatou sua atuação juntamente do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), no qual era operador financeiro.

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A delação poderá conter partes que instiguem o PMDB, já que o grupo político tem líderes como o presidente da República, Michel Temer, os ministros e ex-ministros investigados Eliseu Padilha, Moreira Franco, Geddel Vieira Lima e Henrique Eduardo Alves. O PMDB também lida com outra "peça-chave" importante do partido, que é o ex-presidente da Câmara dos Deputados e atual preso, Eduardo Cunha.

'Riscos' ao governo com delação de Lúcio Funaro

Tudo indica que a delação de Funaro poderá complicar Michel Temer, já que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, iria utilizar trechos da delação para encaminhar uma nova denúncia contra Temer.

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Governo Michel Temer

Os crimes que o presidente está envolvido são de corrupção passiva, obstrução de Justiça e organização criminosa.

Temas de anexos entregues por Funaro para Janot foram aceitos pelo procurador. Aconteceu uma rodada de depoimentos com investigadores da Lava Jato e Lúcio Funaro já até deixou o Complexo Penitenciário da Papuda, para facilitar a locomoção em todo esse processo.

O objetivo de Funaro é explicar como funcionava a atuação do PMDB dentro da Câmara dos Deputados.

Um outro ponto importante na delação é sobre a veracidade das acusações de Joesley Batista, dono da empresa JBS, a Michel Temer.

O colaborador Funaro chegou a receber cerca de R$ 170 milhões de Joesley Batista e acabou sendo investigado em duas ações da Polícia Federal, a operação "Cui Bono" e a operação "Sépsis". Ele teria se envolvido em atos ilícitos envolvendo a Caixa Econômica Federal e o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, o FI-FGTS.

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