Um dos mais destacados procuradores da República e integrante da força-tarefa de investigação da Operação Lava Jato, Carlos Fernando dos Santos Lima se manifestou em relação a um suposto encontro de caráter sigiloso que seria realizado entre membros da maior operação de combate à corrupção na história do país e o Palácio do Planalto. Carlos Fernando também comentou sobre o encontro ocorrido entre a futura procuradora-geral da República, Raquel Dodge, e o presidente da República, Michel Temer.

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Manifestação sobre encontros noturnos

O procurador da República e um dos mais destacados membros da Operação Lava Jato e integrante do Ministério Público Federal, Carlos Fernando dos Santos Lima afirmou categoricamente que, para ele, "encontros que seriam realizados fora da agenda oficial, não seriam considerados ideais para nenhuma situação, em se tratando de um funcionário público".

Entretanto, o procurador fez uma revelação "surpreendente" ao declarar que tanto ele, quanto outros integrantes da força-tarefa de investigação da Operação Lava Jato teriam sido "convidados para comparecer ao Palácio do Jaburu à noite, cujo encontro teria sido, no entanto, recusado, porque, segundo o entendimento do procurador, a Lava Jato não teriam nada o que falar com o eventual 'novo' presidente do Brasil, naquela ocasião", em alusão à reunião realizada entre a nova procuradora Raquel Dodge e o presidente Michel Temer na residência oficial do presidente da República.

De acordo ainda com as declarações do procurador Santos Lima, o suposto encontro teria a pretensão de que fosse concretizado às vésperas da votação do impeachment que resultou no afastamento definitivo da ex-presidente da República, Dilma Rousseff. As afirmações do procurador Santos Lima foram dadas à imprensa antes da realização de uma palestra, cujo tema se referia às investigações anticorrupção no Ministério Público Federal, em um evento que teve a organização da Câmara America de Comércio (Amcham), em São Paulo, nesta segunda-feira (14).

Ao ser questionado pelas pessoas presentes sobre o que pensava a respeito do encontro realizado entre o presidente Michel Temer e a futura procuradora-geral Raquel Dodge, Santos Lima afirmou incisivamente que não seria "corregedor" do Ministério Público Federal, já que "os integrantes da Lava Jato teriam passado por uma situação semelhante, numa tentativa de reunião e que recusaram a comparecer à reunião com o mandatário do país".