Há exatamente uma semana, na última quarta-feira (2), o PSDB se rachava praticamente ao meio durante a votação na Câmara dos Deputados que culminou com o arquivamento da denúncia de corrupção passiva contra Michel Temer. 22 deputados votaram favoráveis ao arquivamento e 21 pelo prosseguimento da denúncia. Além de quatro abstenções.

O PSDB está praticamente rachado em todas as discussões políticas imagináveis.

Por exemplo, no apoio a Michel Temer, no embate pelo comando interno da sigla e no postulante à candidato pelo partido à presidência da República no próximo ano. Para trazer algum alento aos tucanos, a única questão fechada dentro do partido é o apoio as impopulares reformas propostas pelo governo Temer.

As duas frentes do partido mais fortes, em Minas Gerais e São Paulo, são exemplos do racha interno.

Enquanto Aécio Neves lidera os tucanos mineiros com um discurso em apoio a Temer. Geraldo Alckmin, por exemplo, era um dos apoiadores a continuidade da denúncia contra o peemedebista. Seguindo essa linha, seis dos sete votos do PSDB mineiro seguiram a ordem de Aécio. Já dez dos 11 votos dos tucanos de SP na Câmara foram à favor da denúncia.

Internamente, Aécio Neves e Tasso Jereisatti duelam pela presidência nacional do partido.

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Michel Temer

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