Cândido Elpídio de Souza vaccarezza, médico, nascido na Bahia, era líder dos governos Dilma e Lula , foi por duas vezes deputado estadual (PT-SP) e duas vezes deputado federal. Vaccarezza era conhecido pela capacidade de articulação nas frentes que faziam oposição ao Partido dos Trabalhadores e respectivamente ao seu governo.

Ganhou notoriedade no cenário político quando assumiu o espaço deixado pelo ex-ministro José Dirceu ao ser envolvido no escândalo do mensalão em 2005 e atuou diretamente nas negociações que resultaram na presidência da Câmara dos Deputados do petista Arlindo Chinaglia em 2007.

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Era investigado por uma das duas novas fases da Operação Lava Jato, denominada como Abate.

O ex-deputado e médico foi preso na sexta-feira (18), em São Paulo, em cumprimento de ordem judicial, em seu apartamento na zona leste de São Paulo, no bairro da Mooca. No primeiro momento, essa prisão é temporária e será válida por cinco dias. O ex-deputado seguiu para Curitiba onde será interrogado pela equipe de procuradores responsáveis pela Lava Jato.

A Lava Jato e a investigação sobre Cândido Vaccarezza

A arguição do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa chamou a atenção para os fatos e assim se iniciaram as investigações envolvendo Cândido Vaccarezza.

Os investigadores da operação Abate, descobriram que os valores de propina partiam de 2% sob o valor de contratos da Petrobras com as empresas gregas, valores esses que normalmente superam a quantia U$ 500 milhões de dólares eram repassados a políticos. Outra fase da Lava Jato, a Operação sem Fronteiras, investiga a contratação e pagamento aos armadores marítimos envolvidos no esquema de propina entre os anos de 2009 e 2013 para transporte de combustíveis com destino à Grécia.

Outro ponto investigado por essa fase da Lava Jato é o favorecimento de empresas estrangeiras através de licitação e o que chamou atenção sobre Vaccarezza, foi o fornecimento fraudulento de asfalto para a Petrobras por uma empresa norte-americana no período de 2010 e 2013, esse caso também é alvo na investigação Abate.

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Nesse esquema de propina nomeado ABATE, o Partido dos Trabalhadores, Cândido Vaccarezza e alguns funcionários da Petrobras somariam mais de US$ 500 mil dólares em propina arrecadada e distribuída entre eles.

Saldo da ação que resultou na prisão do ex Deputado Cândido Vaccarezza

Das 46 ordens judiciais expedidas, 29 foram mandados de busca e apreensão, 11 de condução coercitiva, 6 mandados de prisão temporária que incluem Vaccarezza e dois ex-gerentes da Petrobras. O cumprimento dessas ordens judiciais seu em Santos (litoral S.P), São Paulo capital e Rio de Janeiro.