Uma das principais mudanças no sistema eleitoral brasileiro aprovada pela comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa a reforma política é o modelo Distritão [VIDEO]. Ele tem como princípio básico o de facilitar a reeleição dos parlamentares que já ocupam cadeiras nas casas legislativas. Deputados e senadores [VIDEO] com nome já difundido e um histórico maior no cenário político serão os grandes beneficiados caso o Distritão seja mesmo implementado na lei eleitoral.

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Porém, não é apenas o modelo de eleição que influencia na composição do Legislativo, o sobrenome é um grande diferencial.

Segundo levantamento feito pela última edição da Revista Congresso em Foco, 378 parlamentares possuem algum laço familiar dentro da Câmara ou do Senado.

33 famílias possuem mais de um integrante ocupando cadeira na Câmara dos Deputados ou Senado Federal. São 69 integrantes dessas famílias, entre pais, filhos, tios, primos e até ex-cônjuges que mantêm o sobrenome por maior destaque no cenário político.

Feliz Dia dos Pais atrasado

12 papais parlamentares poderão comemoraram o Dia dos Pais "dentro" do Legislativo brasileiro junto aos seus filhos. Garibaldi Alves (PMDB-RN), João Alberto Souza (PMDB-MA), Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), Fernando Coelho Bezerra (PSB-PE), Benedito de Lira (PP-AL) Vicentinho Alves (PSD-TO) e José Agripino (DEM-RN). Já os filhos desses "ilustres" pais são: Walter Alves (PMDB-RN), João Marcelo Souza (PMDB-MA), Pedro Cunha Lima (PSDB-PB), Valadares Filho (PSB-SE), Fernando Coelho Filho (PSB-PE), Arthur Lira (PP-AL), Vicentinho Junior (PSD-TO) e Felipe Maia (DEM-RN), respectivamente.

Além dos já citados, que ao menos tiveram votos para ocupar as cadeiras no Legislativo, outros dois papais já tiveram o prazer de por algum tempo ser um congressista no Brasil pela benevolência de seus filhos. Reditário Cassol (PP-RO) e Assis Gurgacz (PDT-RO) são suplentes de seus filhos, respectivamente, Ivo Cassol (PP-RO) e Acir Gurgacz (PDT-RO). Mas não são apenas os filhos que dão espaço aos mais experientes no Congresso Brasileiro. O oposto também acontece. É o caso do senador Edison Lobão (PMDB-MA) e do filhote, Lobão Filho (PMDB-MA). Filho é o suplente do ex-ministro de Dilma e ocupou o cargo do pai enquanto o mesmo estava licenciado.

Papai Bolsonaro

Um caso a parte no cenário político brasileiro se dá por conta da família Bolsonaro. Conhecida principalmente por Jair Messias (PSC-RJ) e suas frases polêmicas, para se dizer o mínimo, o patriarca dos Bolsonaro tornou a política o ganha pão da família. Bolsonaro pai ocupa uma cadeira na Câmara dos Deputados desde 1991. Em 2014, não satisfeito com sua longa estadia e salário suficiente para manter a família, o papai resolveu eleger também o filho, Eduardo Bolsonaro (PSC-SP).

Como se não bastasse um, agora são dois Bolsonaros na Câmara dos Deputados..

E a infestação da família no cenário político não acaba com apenas um filho. Além de Eduardo, Jair Messias resolveu lançar mais dois filhos no mundo da política. Flávio é deputado estadual pelo Rio de Janeiro e Carlos é vereador na capital cariosa.

Longevidade

Mas o caso mais impressionante de monopólio das cadeiras do Parlamento se dá pela família Andrada. O deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG) está em seu décimo mandato. Isso mesmo, décimo mandato. Mas antes dele veio seu pai, avó, bisavô e trisavô. O primeiro da dinastia Andrade foi José Bonifácio, quando chegou ao Parlamento em 1821.

E a continuidade da família no cenário político e quem sabe na Câmara dos Deputados deve ter continuidade com o filho de Bonifácio de Andrada, que é deputado em Minas Gerais, e um neto, vereador em Belo Horizonte.