A situação está ruim para o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), gilmar mendes. O Ministério Público Federal do Rio de Janeiro quer a suspeição dele do julgamento de Jacob Barata Filho. Para procuradores, o ministro do STF tem sim ligação bem próxima com os empresários de ônibus do Rio de Janeiro, especialmente quando se fala de Jacob Barata Filho, que já foi solto duas vezes por Gilmar Mendes. Estranha ainda no caso os outros ministros do STF, como Carmen Lúcia, não terem se pronunciado até o momento sobre o episódio.

Gilmar Mendes diz que não é amigo de Jacob Barata, mas será mesmo?

O ministro alega que não é amigo de Jacob Barata, mas, aos poucos, os segredinhos entre os dois apareceram.

Primeiro, Gilmar foi padrinho de casamento da filha de Jacob. Agora, documentos provam e-mails entre as partes e até o fato de Barata ter enviado flores ao nome da instância mais alta da justiça no Brasil. Tantas provas fizeram o MPF do Rio de Janeiro encaminhar o pedido de suspeição de Gilmar no caso a Rodrigo Janot, Procurador-Geral da República.

Ministério Público garante que Jacob Barata e Gilmar Mendes são sim próximos e que ministro não pode julgá-lo

A polêmica em torno desse julgamento se arrasta há semanas. Estranha no caso a insistência de Gilmar em querer julgar o caso e não passar o julgamento para um colega. A passagem de caso é bastante comum no Supremo. Gilmar garante que ter sido padrinho de casamento de um familiar de casamento não demonstra qualquer amizade e que conheceu os noivos no dia da festa.

Barata, empresário de ônibus do Rio, mandou até flores para Gilmar Mendes

O juiz Marcelo Bretas autorizou o Ministério Público Federal a xeretar os e-mails recebidos e enviados por Barata. Foi então que se encontrou uma confirmação de um pedido que envolve até mesmo entrega de flores no nome do empresário e sua esposa, Guiomar. O presentinho inusitado foi enviado há menos de dois anos para o 'nada amigo' Gilmar Mendes.

Juiz Sérgio Moro tem mudanças da legislação que possam atrapalhar a Lava Jato

Nessa semana, o juiz federal Sérgio Moro fez um discurso em que mostra grande temor pelos rumos que a Lava Jato irá tomar. Ele pede ajuda do povo para que as investigações continuem e que não exista uma lei que possa impossibilitar ele e outros juízes de realizarem o seu trabalho. Lembrando que a Lava Jato já existe há pelo menos três anos e os seus desdobramentos parecem que nunca vão chegar ao fim.