O ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, réu por quatorze vezes na Operação Lava Jato por organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção passiva quando governava o Estado do Rio de Janeiro, acompanhado de sua esposa [VIDEO] Adriana Ancelmo, se hospedou e pagou diárias no valor de R$ 30,9 (trinta mil e novecentos reais) no hotel The Going Hotel.

O The Going Hotel é um hotel luxuosíssimo em Londres que fica próximo ao Palácio de Buckingham nada mais , nada menos que a residência oficial e principal local de trabalho do Monarca do Reino Unido em Londres.

Na ocasião, o ex-governador recebeu [VIDEO] o doleiro Marcelo Chebar com uma quantia de 10 mil libras, algo superior a R$ 40 mil.

Ele estava informalmente com uma toalha amarrada na cintura em uma suíte cinco estrelas do The Going. Essa informação foi obtida através da delação de Marcelo Chebar na Lava Jato [VIDEO].

Quem é Marcelo Chebar

O delator fazia parte da equipe de Sérgio Cabral e através de colaboração premiada revelou o esquema de corrupção à Procuradoria da República, detalhando como operava logisticamente a rede de comunicação para tratar de propinas e corrupção relacionada a vantagens indevidas sob o comando do ex- governador.

Os fatos novos denunciados na colaboração premiada

Marcelo Chebar se refugiou em Portugal juntamente com seu irmão Renato Chebar e, na ocasião, Sérgio Cabral pediu por telefone que o comparsa trouxesse a quantia de 20 mil libras, valor que supera R$ 80 mil .

Para garantir a privacidade das conversas através de telefone, a quadrilha frequentemente utilizava as conexões virtual private tunnel (VPN).

Na delação ao Ministério Público, Chebar disse que só conseguiu 10 mil libras.

O comparsa do ex-governador chegou a fazer uma afirmação nessa época: ‘nosso presídio é em nossas casas’. Ele e o irmão estavam em Portugal.

O doleiro também comentou que a suíte do ex- governador Sérgio Cabral e sua esposa, Adriana Ancelmo, dispunha de quatro funcionários exclusivos tamanho era o luxo. Eles tinham ao seu dispor duas camareiras, chefe de cozinha e um mordomo.

Sérgio Cabral está preso desde novembro de 2016 por decisão unânime de quatro votos a zero, da sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Na ocasião, a ministra Maria Thereza de Assis Moura, afirmou não se tratar de antecipação da pena, mas sim uma forma de amenizar a sensação de injustiça que rondava o país e garantir a ordem pública.