Hoje pela manhã (15) o Juiz Sérgio Moro esteve em São Paulo e um dos assuntos abordados pelo magistrado foi a reforma política.O magistrado comentou sobre o fato do Supremo Tribunal Federal ter facultado a legitimidade do financiamento eleitoral por pessoas jurídicas em 2015 e em tom de crítica afirmou que a reforma política que está sendo elaborada não é uma reforma verdadeira.

Moro não é a favor da exclusividade do financiamento de campanhas eleitorais através do setor público, por outro lado externou o seu receio quanto à permanência dos mesmos políticos nos cargos sem chance de renovação no cenário político nacional.

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O magistrado justificou a sua preocupação afirmando que existe uma probabilidade de que os políticos que já estejam em posse dos respectivos mandatos não queiram sair e consequentemente deixariam de fora os candidatos com menos expressão política, perpetuando uma repetição do sistema eleitoral.

Aos olhos de Moro, o sistema que antecede o atual não era o ideal, mas esse novo sistema tem que ser muito bem estudado e avaliado para evitar uma competição desequilibrada.

Moro concluiu, lastimando, o fato que o combate à corrupção tem sido uma exclusividade da da justiça criminal e ele acredita que essa também deveria ser uma iniciativa dos políticos escolhidos para representar a sociedade.

Sobre o assunto

O texto inicial da reforma política [VIDEO] foi elaborada pelo deputado federal Vicente Cândido (PT-SP) e teve sua votação interrompida na semana passada após os opositores ao texto original abandonarem a reunião de votação. Distritão como ficou conhecida, a proposta prevê a criação de um fundo de financiamento para campanhas eleitorais o FFD - Fundo Especial de Financiamento da Democracia. O FFD terá direito a R$ 3,5 bilhões de reais dos cofres públicos, somado ao fundo de campanha já existente de R$ 820 milhões anuais.

Depois das delações premiadas [VIDEO] envolvendo políticos em escândalos de corrupção [VIDEO],é de interesse dos parlamentares que essa pauta se resolva antes de Setembro próximo para que possa passar uma transparência sobre a origem dos recursos de campanha.

Para que possa ser votada existem dois pontos a serem alterados do texto original de Cândido.

Caso seja aprovada, a reforma política ainda passará pelo crivo do Plenário da Câmara e Senado respectivamente, necessitando de 308 de votos no mínimo para aprovação definitiva até o dia 07 de outubro e assim vigore a partir das eleições de 2018.