O dono do Sistema Brasileiro de Televisão (SBT), Silvio Santos, declarou que recebeu uma grande ajuda do general João Batista Figueiredo, o último a presidir o Brasil, em 1981, no período da ditadura militar. O que o ex-presidente fez, foi ajudar a alavancar o SBT, abrindo espaço para que Silvio crescesse como empresário. Sempre quando tem oportunidade, Silvio Santos fala sobre o general e mostra-se muito grato.

Neste último domingo, 27 de agosto, Silvio Santos fez um brincadeira e começou a falar nomes de vários presidentes que o Brasil já teve. Com isso, soltou um recado sobre o que aconteceu na época: "sou muito grato a ele (João Batista Figueiredo).

Se não fosse ele, eu estaria vendendo caneta na Sé". A Sé é uma região de São Paulo, no qual são encontrados muitos vendedores anônimos.

Segundo as informações do jornalista da "UOL", MaurÍcio Stycer, a mulher do general da ditadura, Dulce Figueiredo, ganhou até mesmo uma homenagem de Silvio Santos no MIS (Museu da Imagem e do Som), localizado em São Paulo. O evento no MIS foi sobre a carreira do empresário e apresentador [VIDEO].

Em 1981, Silvio Santos ganhou uma licitação aberta pelo general João Figueiredo, na época em que assumia o comando do Brasil. O apresentador conseguiu os documentos para poder abrir uma rede de televisão, que mais tarde, se tornaria a segunda maior do Brasil, o SBT.

Silvio mostra-se uma pessoa muito próxima do Poder, na época da ditadura ele conseguiu boas relações com os generais e com a cúpula do Regime Militar.

O ex-camelô se transformou em um magnata. Silvio Santos, tentou, em 1989, a se candidatar para presidente da República, mas teve sua candidatura impugnada, antes mesmo de concorrer ao primeiro turno. Sobre esse episódio em sua vida, Silvio admitiu que a "vaidade" começa a tomar conta da pessoa, e seria isso que o fez buscar um cargo tão importante no país.

Em entrevista, Silvio Santos foi questionado sobre compor uma chapa com o deputado federal Jair Bolsonaro, futuro candidato a presidência da República, que vem ganhando cada vez mais adeptos. Para Silvio, caso se associasse a direita de Bolsonaro, eles iriam poder deslanchar contra outra dupla influenciável na política, que é o juiz federal Sergio Moro [VIDEO] e o ex-ministro do STF, famoso pelo julgamento do Mensalão, Joaquim Barbosa.

Silvio se mostra muito interessado pela política, mas mesmo assim ainda nega se candidatar para algum cargo nas próximas Eleições de 2018.