Michel Temer [VIDEO]pretendia cancelar um benefício um tanto contraditório que, aos olhos da maior parte da sociedade, causa estranheza. Trata-se do auxílio reclusão.

Veja como funciona

É um benefício cedido pelo governo aos dependentes de reeducandos [VIDEO] do sistema carcerário nacional que foram contribuintes regulares ao INSS, enquanto estavam inseridos na sociedade. Esse benefício é cedido a cidadãos que estejam presos em regime semiaberto ou fechado.

Outros pré-requisitos decisivos para que o preso ou detento tenha seus dependentes contemplados pelo governo são: não esteja recebendo algum tipo de remuneração da iniciativa privada, seja beneficiário do INSS e seu último salário recebido atinja o teto de R$ 1.292,43, se o último salário foi superior não há direito ao benefício.

Mudanças no auxílio reclusão

Semana passada, a equipe econômica do Presidente Temer cogitou cancelar o benefício que custa aos cofres públicos algo em torno de R$ 600 milhões (mas acredita-se que possa atingir o valor de R$ 900 milhões), isso causaria uma receita imediata que aliviaria em partes os problemas de ajuste fiscal e financeiro que o país passa.

Atualmente, esse benefício contempla em torno de 30 mil dependentes de reeducandos [VIDEO]de baixa renda que contribuem regularmente para a Previdência Social (INSS), sendo assim, fazem jus ao benefício.

Os motivos para o recuo na matéria

Reunido com ministros e parlamentares no domingo, Temer foi convencido a não mexer no auxílio reclusão, pois isso causaria o caos na segurança pública. Essa afirmação partiu principalmente do presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Eliseu Padilha, ministro da Casa Civil, juntamente com o ministro da Fazenda Henrique Meirelles.

Os parlamentares temem um ‘salve geral’ (como o acontecido em 2006). Em 2006, todas as cadeias do estado de São Paulo se rebelaram a mando do crime organizado e muitos prejuízos foram causados ao país, acima de tudo, as consequências recaíram sobre os profissionais da segurança pública que, em alguns casos, pagaram com a própria vida. Esse episódio foi conhecido nacionalmente como Salve Geral e só terminou após reunião do governo estadual com lideranças criminosas.

Além do impacto social, politicamente a decisão não seria positiva

Depois de longas horas de reunião no Palácio do Jaburu, Michel Temer recuou de sua decisão e continua reunido com seus ministros procurando alternativas viáveis para equilibrar as contas públicas.