Nesta quinta-feira (24), a modelo brasileira Gisele Bündchen [VIDEO] se manifestou contra a decisão do Governo Michel Temer [VIDEO] de extinguir a Reserva Nacional do Cobre e seus associados (Renca). O decreto foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) nesta última quarta-feira.

A área possui 47.000 metros quadrados, praticamente o tamanho do estado do Espírito Santo, na região da Amazônia. Está compreendida entre os Estados do Pará e Amapá e possui uma grande riqueza mineral: é repleta de ouro.

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A decisão de Michel Temer faz com que toda essa área seja utilizada pela mineração privada. Antes, esse local sempre foi utilizado pela estatal CPRM (Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais).

A modelo escreveu em seu Twitter: "Vergonha!". Ela alertou as pessoas que o governo está leiloando a Amazônia e o povo não pode deixar isso acontecer. "Tem quer ser feito alguma coisa. As áreas que o presidente está desprezando e que é do povo brasileiro serão utilizadas apenas para o interesse privado". Logo após essa revolta, Gisele postou uma foto da Amazônia e convocou todos os brasileiros a dizerem não à decisão de extinguir a Reserva Nacional. Ela usou a hashtag #todospelaamazonia e pediu para as pessoas lutassem pela proteção e preservação da mata.

Enganada?

No mês de julho, o presidente respondeu a uma indignação da modelo e demonstrou que concordava com ela em relação a vetar os itens da medida provisória que tirava uma boa parte da área de preservação Jamanxim, também no Estado do Pará.

Porém, suas palavras não foram cumpridas e depois de vetar a proposta, o governo enviou ao Congresso Nacional um projeto que reduz a área preservada de Jamanxim. Gisele e o povo brasileiro podem ter sido enganados, é o que tudo indica.

Países interessados

A decisão do governo provocou muitos protestos de ambientalistas, políticos e especialistas no setor. Essa área protegida foi determinada na ditadura militar, em 1984.

O Ministério de Minas e Energia afirma que as reservas indígenas não serão afetadas.

Especialistas disseram que pode haver várias disputas judiciais sobre isso. Muitas empresas apresentaram pedidos para poderem pesquisar nessas áreas na reserva e agora, o governo acaba de invalidar o que havia aceitado. As empresas que se sentirem lesadas poderão entrar na Justiça contra a invalidação. Quatro países possuem interesses nessa área preservada: Estado Unidos, África do Sul, Austrália e Canadá.