Em meio a diversas medidas polêmicas e, consequentemente, impopulares tais como reforma trabalhista, previdenciária, e até mesmo fiscal, Michel Temer, ao conseguir arquivar o provável impeachment que o rondava, segue trabalhando em medidas que podem aumentar a sua rejeição no eleitorado brasileiro.

A bola da vez são os militares [VIDEO], categoria que normalmente reage às mudanças legislativas referentes às que regulamentam a sua carreira. Será um prato cheio para a ‘bancada da bala’, que até então não recebeu nenhum retorno quanto aos seus anseios, diferente [VIDEO] dos ruralistas e religiosos.

Entenda o caso

Temer pretende mexer nos recursos discricionários, que é uma verba governamental responsável pela manutenção das Forças Armadas do Brasil [VIDEO].

Segundo o comando militar, é necessário que se faça a recomposição desses recursos e não o corte que foram reduzidos de R$ 17,5 bilhões para 9,7 bilhões nos últimos cinco anos.

Que fique bem claro que esses valores não compreendem os custos com saúde, alimentação e salário dos militares. O Comandante do exército, General Villas-Boas, reclamou publicamente dos cortes e afirmou que são muito elevados e fora dos padrões.

Conforme o comando das Forças Armadas caso esse aporte não seja recomposto, os quartéis terão que antecipar a baixa dos aspirantes a soldado e, dentre as consequências mais graves, foi citada a fiscalização do uso de explosivos que certamente cairá drasticamente, proporcionando uma facilitação ao emprego de explosivos em assaltos à caixa automáticos, por exemplo. Hoje em dia, visando a redução do custo beneficiário, os militares efetivos já são substituídos por temporários.

O alto escalão das Forças Armadas informou que o setor corre o risco de colapso, caso o recurso não seja revisto e seja feita a reposição de valores.

A vigilância das fronteiras, e a fiscalização da costa brasileira está com as suas atividades paralisadas, pois, por conta do corte de custos, as tropas do Exército na Amazônia, a fiscalização da Marinha e Aeronáutica (base de Afonsos, Fortaleza, Santos e Florianópolis) foram cessadas.

A resposta do Ministério do Planejamento nacional

Ao ser questionado, Michel Temer respondeu através de sua assessoria que pretende regularizar as questões orçamentárias, em especial as Forças Armadas estão em suas prioridades, porém, se faz necessário o corte de ministérios ou aumento de carga tributária.