Neste 7 de setembro, feriado nacional em homenagem a Proclamação da Independência, o movimento popular batizado de Grito dos Excluídos faz nesse momento o evento que existe desde o ano de 1996.

Essa Manifestação popular tem como objetivo de agregar o maior e diverso grupos de pessoas ligadas a entidades, minorias, ou causas sociais tidas como esquecidas ou excluídas, como o próprio nome diz.

Os temas do Grito dos Excluídos de 7 de setembro de 2017

Neste ano, o tema [VIDEO] escolhido foi ‘‘Direito e democracia, a luta é todo dia’’. Com arcabouço político, este ano os manifestantes se declaram contra as reformas trabalhistas e Previdenciária que o atual presidente Michel Temer (PMDB) trabalha para que aconteçam.

Outro na mira da manifestação é João Doria (PSDB), atual prefeito da cidade de São Paulo que tem como característica principal a ótica gestora empresarial para a mais importante cidade no ponto de vista econômico nacional.

Embora esteja fortemente cotado para concorrer às eleições presidenciais de 2018 [VIDEO], Doria continua trabalhando em seus projetos de concessão e privatização gestora de órgãos públicos municipais. Além do presidente da República [VIDEO]e do prefeito de São Paulo, Geraldo Alckmin, atual governador do estado de São Paulo, também aparece na lista de insatisfação da Marcha dos Excluídos.

Os movimentos sindicais ligados à esquerda brasileira, embora em momento delicado devido ao seu maior representante, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, passar pelo momento mais difícil de sua vida política também aproveitam para marcar presença e protestar contra o governo atual do presidente Michel Temer, a quem tratam de ‘’golpista’’.

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O percurso percorrido pelo movimento do Grito do Excluídos

Em 2017, o simbólico e tradicional evento inicia seu trajeto na Praça Oswaldo Cruz, nas proximidades da Avenida Paulista, em São Paulo, e terá como ponto de chegada o Monumento às Bandeiras ,no Ibirapuera.

Após um ano de sua posse como presidente interino depois do impeachment da presidente Dilma Rousseff, Michel Temer continua sendo o assunto centra, tal como foi ano passado na mesma data. No 7 de Setembro do ano anterior, Temer assistiu parte da multidão gritar ‘‘fora comunistas’’ e outra parcela gritar ‘‘fora golpistas’’.

O mais curioso é que os manifestantes se dividiram em a favor de Dilma ou a saída de Temer. Em nenhum caso, se assume a favor de Temer. Neste ano marcado por surpreendentes revelações de corrupção política, o 7 de setembro tem um simbolismo mais forte do que nunca.