O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, se mostrou preocupado e aflito e procurou o auxílio da ministra e presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, e do ministro Edson Fachin. Ele acabou caindo numa crise de choro ao relatar que os delatores da JBS teriam omitido informações em suas delações premiadas. Janot achou melhor abrir uma investigação para analisar os novos áudios do empresário Joesley Batista.

O procurador-geral disse que o momento é um dos mais complicados de sua carreira e a situação é bem delicada. Em seu pronunciamento para falar sobre os áudios de Joesley, entregues na quinta-feira (1º), Janot se mostrou muito abatido.

O seu tempo de comando na PGR (Procuradoria-Geral da República) está chegando ao fim e ele corre para não deixar nada para trás e concluir todos os seus trabalhos.

Ação de Cármen Lúcia

A ministra Cármen Lúcia decidiu gravar um vídeo para avisar ao povo que uma investigação imediata seria feita [VIDEO] para apurar todos os detalhes das menções que os empresários Joesley Batista e Ricardo Saud fizeram ao Supremo. Ela quer saber se tem algum ministro que possa estar envolvido nesse tipo de situação e demonstrou que a Corte será rigorosa se houver ministros envolvidos.

De acordo com Cármen Lúcia, a forma como foi exposto os áudios mostram uma agressão sem precedentes ao Judiciário e a honorabilidade de seus integrantes.

A ministra quer uma investigação clara e profunda para que o cidadão continue a ter confiança no Judiciário.

Após toda essa turbulência envolvendo a Corte, os delatores deram uma nota dizendo que todas as insinuações feitas sobre os ministros do STF e Janot não são verdadeiras e pedem para ser ignoradas. Eles pediram desculpas e disseram que mentiram nos áudios. Foi um ato vergonhoso e desrespeitoso contra a instituição, disse um dos trechos da nota.

Janot ataca o PT

Janot denunciou a cúpula do PT para o STF por formação de organização criminosa. De acordo com a PGR, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a presidente cassada Dilma Rousseff, os ex-ministros Antonio Palocci, Guido Mantega, Paulo Bernardo e Edinho Silva e a senadora e presidente do PT, Gleisi Hoffmann, são acusados de promover e financiar um organização criminosa para desviar dinheiro da Petrobras.

Foi cobrado deles a indenização de R$ 6,8 bilhões, além de danos morais e materiais.

Está nas mãos do ministro Edson Fachin notificar os acusados a se defenderem e o caso poderá ir para a Segunda Turma da Corte, onde serrá decidido se eles virarão réus da Lava Jato nesse inquérito.