O governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse, com todas as palavras, a sua intenção de ser o novo presidente da República nas eleições presidenciais de 2018. O que até então estava sempre nas entrelinhas, hoje foi colocado em bom tom e no alto falante. O governador disse que quer ser o presidente do povo.

Ocorre que existe uma dúvida que paira no ar. Será mesmo o governador o candidato tucano ao planalto? E Doria, o prefeito paulistano que ganha espaço nacional e mundial com velocidade exponencial? Quem o PSDB irá apoiar? Deve-se aqui lembrar que a própria indicação de João Doria para a prefeitura de São Paulo gerou um racha no diretório paulistano dos tucanos, e foi Alckmin o grande defensor de Doria nessa briga contra o outro candidato das prévias, Andrea Mattarazzo.

Todos sabemos que o prefeito de São Paulo é afiliado político de Alckmin, jurando uma lealdade quase canina ao mesmo, mas nos bastidores se diz que as viagens pitorescas do prefeito em redutos do PT no nordeste não são apenas com o objetivo de ter melhores condições de atuar na megalópole brasileira mas sim de angariar votos em uma eventual disputa. Com relação às viagens, o prefeito paulista sofreu críticas fortes de muitos, pois as viagens foram realizadas em dias úteis, onde o prefeito deveria estar com o expediente na capital paulista.

Alckmin sobe no ringue

O governador paulista, tentando emplacar seu nome na candidatura tucana, convocou reunião com os prefeitos das trinta maiores cidades do estado de São Paulo, a fim de discutir políticas públicas para os próximos anos, e pasmem, João Doria não foi convidado para o evento no palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.

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O Governador tem grandes defensores, dispostos a argumentar muito em seu favor. Um exemplo disso é o presidente da assembléia, o deputado Cauê Macris, que afirmou que muitos partidos políticos já estão alinhados ao governador e que o fato do estado ter apresentado superavit financeiro em momentos de crise econômica nacional chancelam ainda mais a capacidade de gestão de Geraldo Alckmin.

O presidente estadual da legenda, Pedro Tobias, disse que Alckmin tem todos os requisitos, tendo em vista que o país necessita de alguém capaz de pacificar a nação e não polarizar, aqui fica crítica velada a Doria que incansavelmente ataca o ex presidente Lula nas redes socias, além do fato do governador não estar envolvido claramente em corrupção. A favor de Doria estão as pesquisas de satisfação, nas quais o prefeito está 'surfando' desde o início de seu mandato, e algumas frentes de empresários. Outro ponto bastante forte são as redes sociais, usadas para expressar opiniões muitas vezes polêmicas.

Resta saber se a briga dos tucanos será mesmo entre criador e criatura.