O ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, revelou nesta última quinta-feira, 7 de setembro, que estaria muito "decepcionado" com o seu ex-companheiro e ex-ministro [VIDEO] da Fazenda, Antonio Palocci. Lula nega todos os argumentos apresentados pelo petista que podem comprometer ainda mais a situação do ex-presidente na Justiça. O petista já é réu em cinco processos, sendo que, em um deles, o juiz federal Sérgio Moro deu a sentença de 9 anos e seis meses de cadeia. O caso de Lula será levado em segunda instância para análise.

Antonio Palocci deixou bem claro que o ex-presidente deu aval para cerca de R$ 300 milhões de propina da empreiteira Odebrecht para o Partido dos Trabalhadores (PT).

Em depoimento prestado para Sergio Moro, o ex-ministro disse que foi feito uma espécie de "pacto de sangue" e a conversa foi firmada entre Emílio Odebrecht e Lula.

O líder do PT, Lula, está vivendo um momento "desesperador" com tantas acusações. Segundo amigos políticos do petista, ele estaria muito abalado com os termos que Palocci utilizou no depoimento a Moro. Quando o empresário Léo Pinheiro deu várias declarações prejudicando Lula na Justiça, o ex-presidente avaliou que Pinheiro estaria muito "velho" e vivendo uma grande "pressão". Agora, a situação se complica com Palocci, já que Lula não teria argumentos para justificar as declarações de quem foi ex-companheiro próximo de partido.

O ex-ministro Gilberto Carvalho avaliou que Lula estaria "bem" e que a agenda política do ex-presidente irá prosseguir.

Os petistas querem que as viagens que estão marcadas se realizem para que Lula fique mais "animado". Após o depoimento de Palocci, as viagens tendem ser ainda mais intensas. O ex-ministro Alexandre Padilha disse que o depoimento não altera em nada o que já está programado para Lula.

Segundo Padilha, eles não irão ficar "reféns do Judiciário" e querem se manter firmes e fortes com a agenda de caravanas. Segundo Lula, todas acusações que foram feitas contra ele são falsas e ele é vítima da Polícia Federal, Ministério Público Federal [VIDEO] (MPF) e um "perseguido" pelo juiz Sérgio Moro.

O ex-ministro Celso Amorim também se dispôs a defender Lula. Segundo Amorim, o petista nunca teria dito alguma palavra ou feito algum gesto que fosse além de seu objetivo de dedicação com o povo brasileiro. Amorim também narra uma relação de "confiança" entre Lula e parte da população mais pobre.