Por enquanto, apenas o ministro Gilmar Mendes votou no Plenário do Supremo Tribunal Federal, acatando o pedido da defesa do presidente Michel Temer de que a peça acusatória seja enviada à Câmara dos Deputados, somente após decisão sobre o acordo da delação premiada do dono da J&F, Joesley Batista, e do diretor institucional da empresa, Ricardo Saud.

Gilmar Mendes quer devolver denúncia à PGR

Mendes propõe ainda, o retorno, à Procuradoria Geral da República (PGR), da peça acusando Temer, apresentada ao Supremo Tribunal Federal (STF), pelo ex-procurador geral da República, Rodrigo Janot, denunciando o presidente Michel Temer, pelos crimes de obstrução de Justiça [VIDEO]e organização criminosa.

Processo começou a ser apreciado nesta quarta-feira, dia 20

O STF começou a apreciar na tarde desta quarta-feira, dia 20 de setembro, o pedido da defesa do presidente Michel Temer. A maioria votou recusando o pedido, e a sessão continua nesta quinta-feira, 21.

O voto do relator Edson Fachin foi acompanhado pelos seus pares, os ministros: Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski. Com o ministro Gilmar Mendes votando pelo acolhimento da solicitação de Temer, o resultado é de 7 votos contrários e um a favor, o que praticamente garante o envio da denúncia à Câmara dos Deputados.

A ministra Carmen Lúcia, presidente do STF, que ainda não votou, suspendeu a sessão, devendo retomá-la nesta quinta-feira, dia 21, quando então estará opinando juntamente com os ministros Celso de Mello e Marco Aurélio Mello.

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Janot descreve na peça que Temer formou “Quadrilhão do PMDB”

Na peça acusatória, da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer, o então Procurador da República, Rodrigo Janot, que deixou o cargo no último domingo, dia 17, descreve o oferecimento da denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF), como constituição do “Quadrilhão do PMDB”.

Temer é denunciado pelos crimes de organização criminosa e obstrução à Justiça

Pelo relato, Janot imputa ao presidenter Temer, os crimes de organização criminosa e obstrução de Justiça. O ex-procurador descreve ainda, que os membros do PMDB, deram prejuízo aos cofres públicos, na ordem de R$ 587 milhões, agindo por vontade livre, consciente e com divisões de tarefas, para arrecadar propina.

Outros peemedebistas também são denunciados com Michel Temer

No mesmo processo, Rodrigo Janot, denuncia os peemedebistas: os ex-deputados federais Eduardo Cunha, Rodrigo Rocha Loures e Henrique Alves; o ex-ministro Geddel Vieira Lima e os atuais ministros, Eliseu Padilha e Moreira Franco. Janot relata ainda, que Temer teria estimulado Joesley e Saud, indenizar com propina o doleiro Lúcio Funaro e o ex-ministro Eduardo Cunha para que eles não firmassem acordo para delação premiada.