O ex-governador do Estado de São Paulo e atual vice-presidente do PSDB, Alberto Goldman, sempre foi um ferrenho crítico do atual prefeito de São Paulo, João Doria Jr. Goldman posicionou-se veementemente contrário à candidatura de Doria na, então, prévia tucana para a prefeitura da capital paulista. O preferido do ex-governador sempre foi Andrea Matarazzo, que não conseguiu vencer as prévias.

Em recente entrevista à rádio Jovem Pan, Goldman foi claro ao dizer que está evidente que o prefeito de São Paulo será candidato nas eleições presidenciais de 2018. Segundo Goldman, Doria deve deixar a legenda tucana para se filiar a outro partido, situação que deve ocorrer no início do ano que vem.

O governador afirmou que é mais do que claro que, desde o início de seu mandato, ele não é apenas o prefeito de São Paulo e sim o candidato à Presidência da República. “Ele tem todo o direito de ser candidato”, afirmou Goldman.

As suspeitas se consolidam por algumas atitudes do prefeito que, apesar de apresentar lealdade ao atual governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, tem realizado viagens pelo Brasil e exterior. Na semana passada, Doria encontrou-se com o atual presidente francês, Emmanuel Macron, e, frequentemente, realiza viagens ao Nordeste, reduto político do PT.

Segundo analistas e cientistas políticos, Doria, apesar de deixar claro que não disputa prévias com seu padrinho político, não afirma que não será candidato. Sendo assim, João pode ir para outra legenda e, então, disputar as eleições sem disputar prévias com Alckmin, o que mostraria que ele não estaria mentindo em suas falas.

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Tropa do Governador

Alckmin, que sempre optou por um perfil mais apaziguador e sem afirmar suas intenções de candidatura antes da hora, teve que se posicionar e afirmou que quer ser o presidente do povo. Na busca de emplacar seu nome como o representante legítimo do tucanado, ele exige que as prévias sejam em Dezembro, fato ruim para Doria que não completaria nem um ano à frente da Prefeitura da Cidade de São Paulo.

Na Câmara Municipal, o recado parece já estar dado, pois grande parte da sustentação do governo Dória na Câmara é fiel ao governador Geraldo e apenas um sinal de perigo pode despertar a revolta dessa base tão importante para o governo.

Na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, o tom das discussões já não é de paz. O deputado Campos Machado, aliado de Alckmin, disse com todas as letras que Doria é um traidor referindo-se à campanha antecipada que o prefeito faz ao Palácio do Planalto.

Mas quem apoia Doria? Segundo alguns jornalistas especializados, o apoio vem mais de ramos do PSDB de fora de São Paulo e de alguns membros do DEM, como ACM Neto. Resta saber se Doria cumprirá o que disse ou se disputará as eleições com seu padrinho eleitoral. Enquanto isso, o povo brasileiro clama por menos corrupção [VIDEO] e políticos mais comprometidos.