A ex-presidente da República, a petista [VIDEO] Dilma Rousseff, juntamente com o seu defensor, o ex-ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, encontraram uma oportunidade para conseguir a anulação do processo de impeachment que ocorreu em 2016. O advogado de Dilma usará a tese de "retaliação" contra a ex-presidente, algo que conseguiria colocar o impeachment como inválido.

A oportunidade surgiu quando o então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou a segunda denúncia contra o atual presidente Michel Temer. Janot acusou o peemedebista de dar apoio ao "quadrilhão do PMDB" e também de tentar barrar as investigações da Operação Lava Jato.

José Eduardo Cardozo citou que os fatos se unem e que não tem como analisá-los separadamente. A conexão entre os fatos levaria o processo de impeachment de Dilma ser, simplesmente, anulado.

A segunda denúncia contra Temer [VIDEO] estará presente no mandado de segurança emitido por Dilma, porém ainda não há uma data marcada. No entanto, nesta última semana, Rodrigo Janot enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma manifestação dizendo que, durante a abertura do processo de impeachment de Dilma, não houve quaisquer irregularidades ou atuação errônea de parlamentares. O processo foi aberto pelo ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, que hoje se encontra preso na carceragem da Polícia Federal. Durante a votação do impeachment de Dilma, não houve nenhuma irregularidade no Senado Federal, afirmou Janot.

Rodrigo Janot deixou bem claro que, em sua opinião, não houve nenhum ato ilícito movendo o processo de Dilma Rousseff. Em uma ação movida por Dilma, ela argumenta que não cometeu nenhum crime de responsabilidade, e pede a sua volta à presidência da República.

Crimes de Dilma Rousseff

A ex-presidente lida com acusações como suspeitas de caixa-dois, obstrução de Justiça, compra de partidos políticos e recebimento de propinas.

A respeito do caixa-dois, Dilma diz que se aconteceu algo em seu Governo, ela não teria qualquer conhecimento disso. Os marqueteiros João Santana e Mônica Moura acabaram presos após indícios de caixa-dois envolvendo Dilma Rousseff.

Dilma e o ex-presidente Lula também estão envolvidos em uma ação de compra de partidos políticos juntamente com a empreiteira Odebrecht, para a reeleição da ex-presidente nas campanhas de 2014. A defesa de Dilma alega que isso seria uma "mentira"