A Polícia Federal concluiu uma investigação e denominou o grupo dentro do PMDB comandado por Michel Temer [VIDEO] como "quadrilhão". A célula criminosa apontada pela PF é conhecida como PMDB da Câmara e conta com aliados antigos de Michel Temer, ex-assessores e presidiários. Ao apresentar as conclusões das investigações, o órgão de investigação apresentou dois organogramas. Em ambos, Michel Temer é apontado como o chefe do "quadrilhão".

A Polícia Federal apontou, além de Temer, outras 11 figuras como integrantes da organização criminosa. Também havia uma divisão interna, entre primeiro e segundo escalão. Segundo o relatório da PF, os nomes que aparecem na denúncia foram identificados a partir de investigações e fatos apresentados por delatores.

A PF afirmou que cada integrante fazia parte da "engrenagem" que compunha a organização criminosa em sua função específica.

O organograma criado pela Polícia Federal identifica que os cabeças do primeiro escalão são seis figuras do PMDB. O restante "orbitaria" em torno das decisões tomadas pelos chefes do esquema.

Confira a seguir quem é quem no "quadrilhão do PMDB" e como eram suas funções e divisões no esquema de corrupção de Michel Temer.

Michel Temer

A conclusão da Polícia Federal é a de que Michel Temer tem "poder de decisão nas ações do grupo do PMDB da Câmara". O órgão conclui que o peemedebista seria o chefe do "quadrilhão" e responsável por articular esquemas ilícitos.

A PF ainda afirmou que Michel Temer se utiliza de terceiros para realizar as tarefas. O chefe do Executivo é acusado pelos crimes de corrupção passiva, embaraço de investigação de infração penal praticada por organização criminosa, caixa 2 eleitoral e lavagem de dinheiro.

O "chefão" da quadrilha do PMDB teria recebido R$ 30 milhões em propina.

Eduardo Cunha

O ex-deputado presidiário é apontado como "figura central do grupo investigado" e operador "da maior parte dos crimes praticados pela organização criminosa". Segundo as investigações e o documento apresentado pela Polícia Federal, Cunha estaria abaixo apenas de Temer no "quadrilhão".

Eduardo Cunha era responsável pela indicação de cargos estratégicos, pressionar empresários em troca de benefícios ilícitos e representar os interesses desses empresários em ações legislativas. A Polícia determina que praticamente todos os crimes realizados pelo "quadrilhão" possuem o envolvimento de Cunha.

Geddel Vieira Lima

Outro braço-direito de Temer que está preso. É apontado pela PF como responsável por trabalhar em "perfeita sintonia com Eduardo Cunha". O ex-deputado teve função destacada no "quadrilhão" quando foi vice-presidente da Caixa, entre março de 2011 e dezembro de 2013, indicado por Temer. Vieira Lima foi ministro de Michel Temer

Henrique Eduardo Alves

O terceiro braço-direito de Temer que está preso.

O ex-ministro de Temer foi definido pela PF como uma "figura de destaque no núcleo político investigado". Foi apontado como responsável por dividir com Eduardo Cunha importantes indicações para cargos.

Eliseu Padinha

O ministro-chefe da Casa Civil de Temer foi apontado por delatores da Odebrecht como responsável por fazer cobrança de propina em nome do PMDB e de Michel Temer. Padilha é acusado de ter recebido R$ 4 milhões em propina.

Moreira Franco

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência é acusado de receber a quantia de R$ 5 milhões que seriam destinados a Michel Temer. Também é apontado como destinatário de propina em esquemas envolvendo a Caixa Econômica Federal.

Segundo Escalão

O segundo nível dos integrantes do "quadrilhão do PMDB" é composto por: Rodrigo Rocha Loures, José Yunes, Tadeu Filippelli e Sandro Mabel, todos ex-assessores de Temer. Além de Antonio Andrade, vice-governador de Minas, e o deputado Lúcio Vieira Lima, irmão de Geddel Vieira Lima.