Eduardo Cunha, [VIDEO] ex-presidente da Câmara dos Deputados, desafiou, nesta segunda-feira (25), o delator Lúcio Funaro a provar as acusações feitas a ele e ao presidente Michel Temer [VIDEO], ambos do PMDB. O ex-parlamentar declarou que a delação premiada atingiu o topo de sua avacalhação, pois, basta o delator consentir com qualquer acusação feita pela Procuradoria Federal, que ele já ganha diversos benefícios.

Cunha que foi preso em 2016, por acusação de obstrução de Justiça, ao tentar driblar a Operação Lava Jato.

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Depois, foi condenado a 15 anos e 4 meses de prisão por receber propina na compra de um campo de petróleo na África feita estatal Petrobras. Eduardo Cunha declarou que rejeita com grande indignação a delação do doleiro Lúcio Funaro e o desafia a provar o conteúdo das acusações feitas por ele.

Delação de Lúcio Funaro

Eduardo Cunha disse ainda que foi uma delação sem provas, pois, tem o propósito de reforçar outras delações que também foram feitas sem provas. O peemedebista disse ainda que o delator relatou fatos de que não participou em hipótese alguma.

Cunha declara que Lúcio Funaro fez delação sobre fatos que não teve alcance e que suas palavras são mentirosas e não merecem credibilidade. Insinuou ainda que a acusação tem grande interesse em dar crédito a outros delatores.

O ex-presidente da Câmara afirma ainda que o doleiro praticou os crimes de que é acusado por sua própria conta e risco. O doleiro só fez a delação para ganhar benefícios, às custas de jogar a culpa em outros, sem provas, afirma o ex-deputado. Cunha acusa Lúcio Funaro de atribuir a ele e Michel Temer os crimes que cometeu sozinho.

Palavras de Eduardo Cunha

Eduardo Cunha declara que desmente com absoluta convicção o doleiro Lúcio Funaro e o desafia a provar suas alusões sobre outras pessoas que foram atribuídas a ele, Cunha, e ao presidente Michel Temer. O doleiro delatou que tudo o que estava afirmando ouviu de Cunha.

O peemedebista declara indignado que o instituto da delação premiada atingiu o topo de sua desmoralização, pois, tudo o que o delator concorda com a acusação é usado como prova. Tudo isso promove infindáveis benefícios ao delator, afirma Cunha.

O ex-presidente da Câmara citou o caso do empresário Joesley Batista, já JBS, que teve sua delação impugnada, somente após o vazamento dos áudios. Cunha declara ainda que é primordial a apuração das delações orientadas pelo procurador Marcelo Miler, assim como as delações de Lúcio Funaro que foram conduzidas pelo seu advogado que, além de advogar para o delator, ainda conduz as delações dos outros envolvidos.