Um dos homens que podem fazer revelações surpreendentes, dada a proximidade que possui em se tratando da amizade longa data com o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, pode acabar complicando ainda mais a situação do petista perante a Justiça. Trata-se de José Adelmário Pinheiro, mais popularmente conhecido no meio empresarial como Léo Pinheiro, dono da Construtora OAS, considerada uma das maiores empreiteiras de todo o país.

O empreiteiro, após sucessivos depoimentos prestados ao juiz federal Sérgio Moro, em que na grande maioria das vezes se manteve em silêncio, quer agora contar tudo o que sabe, mas com a pretensão de realmente selar um acordo de colaboração premiada juntamente à Procuradoria Geral da República, que é conduzida pela recém-empossada procuradora-geral Raquel Dodge. Vale ressaltar que Raquel Dodge é a sucessora do ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot.

O destino do dinheiro das supostas palestras de Lula

Na última terça-feira (19), o empreiteiro Léo Pinheiro foi chamado pela Polícia Federal para que pudesse prestar um depoimento. O empresário, durante a realização da audiência, preferiu manter-se calado. Entretanto, o objetivo de sua defesa e do próprio empreiteiro é que ele consiga selar um acordo de colaboração premiada juntamente à Procuradoria Geral da República.

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Lava Jato Lula

O empresário foi preso após deflagração de uma das fases da Operação Lava Jato. Por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), conseguiu progredir para prisão domiciliar, mas acabou voltando ao regime fechado, a partir da data de 5 de setembro de 2016. Durante todos os interrogatórios perante o juiz Sergio Moro, Léo Pinheiro escolheu manter-se em silêncio, com o intuito de lograr um acordo de colaboração premiada.

Entretanto, em um depoimento prestado a Moro em 29 de abril deste ano, o executivo mudou sua estratégia e resolveu entregar o ex-presidente Lula, ao afirmar no processo sobre o apartamento tríplex do Guarujá, que "o imóvel tríplex pertencia ao ex-presidente Lula". Além disso, Léo Pinheiro chegou a implicar ainda mais o ex-mandatário do país ao revelar que o petista teria ordenado a destruição de provas no exterior, em se tratando de pagamentos via caixa dois destinados ao PT.

Léo Pinheiro pretende revelar muito mais à Procuradoria Geral da República, se um acordo de delação for fechado. As informações abrangeriam principalmente os pagamentos de supostas palestras contratadas de Lula e até mesmo as doações dirigidas para o Instituto Lula, que deverão constar como anexos no âmbito da colaboração premiada.

Defesa de Lula contesta

De acordo com a defesa de Lula, o juiz Sérgio Moro teria condenado o ex-presidente no caso do tríplex do Guarujá sem que o empresário Léo Pinheiro tivesse apresentado provas, além do parecer do ex-procurador-geral Rodrigo Janot não ter apresentado nenhum elemento de provas.

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