Articulador do governo de Michel Temer [VIDEO], quando ocupou a Secretaria de Governo, e delatado por Lúcio Funaro, apontado como doleiro do PMDB, e ex-executivos da JBS como o "arrecadador" do PMDB, Geddel Vieira Lima, preso na última sexta-feira (8) mais uma vez, começa a ver os antigos aliados lhe darem as costas. Um dos primeiros foi o senador Romero Jucá (PMDB-RR), presidente nacional do partido.

Jucá afirmou à imprensa que o partido que ele comanda não tem nenhuma ligação com os R$ 51 milhões achados no imóvel destinado a Vieira Lima. O senador que acaba de ser denunciado mais uma vez pela Procuradoria-Geral da República afirmou que qualquer denúncia envolvendo um integrante do PMDB deve ser respondida pelo próprio filiado.

Segundo Jucá, o partido não tem responsabilidade e não deve entrar no mérito da questão de Geddel, ficando a cargo dele explicar qualquer denúncia.

Já o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha (PMDB), em solenidade do partido na última quarta-feira (6), um dia após a Polícia Federal (PF) encontrar o dinheiro, afirmou que essa é uma questão "pessoal de Geddel".

Outro ministro, Moreira Franco, que ocupa o ministério da Secretaria-Geral da Presidência, preferiu ficar calado ao ser questionado, também na quarta-feira, e se retirou da Câmara dos Deputados aos gritos de "Agora, chega. Agora, chega", ao ouvir as insistentes perguntas sobre o aliado.