Muitas pessoas têm acompanhado a crise política enfrentada pelo Brasil. Pessoas ligadas a vários partidos estão sendo denunciadas por envolvimento em corrupção. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva já foi condenado pelo juiz Sérgio Moro no caso tríplex do Guarujá (SP). Na ocasião, Moro condenou o líder do PT a 9 anos e 6 meses de prisão.

O nome do ex-presidente apareceu mais uma vez em um depoimento prestado por Marcelo Bahia Odebrecht, presidente da construtora Odebrecht. Nos depoimentos prestados por Marcelo nos dias 8 e 21 de agosto, ele revelou que os pagamentos feitos por seu pai, Emílio Odebrecht, a Lula vão muito além daqueles que estão registrados na planilha através do apelido ‘‘Amigo’’ na planilha de propina “Italiano”.

De acordo com Marcelo, em determinada ocasião o ex-ministro Antonio Palocci [VIDEO] tinha R$ 300 milhões disponíveis para o ex-presidente do PT.

Marcelo está preso desde junho de 2015. Ele foi ouvido mais uma vez pela Polícia Federal para prestar esclarecimentos no inquérito que está apurando doações e propinas realizadas ao Instituto Lula e pagamentos de eventos e palestras. As novas revelações acontecem um dia após os advogados de Lula apresentarem os recibos de aluguel para provar que um apartamento usado pelo ex-presidente não lhe pertence.

O termo ‘Amigo’

Marcelo explicou os valores registrados na planilha apreendida pela Operação Lava Jato em 2013. De acordo com o empresário, ele participou diretamente a um crédito concedido para o “Amigo” no valor de R$ 15 milhões.

O empresário revelou que nessa planilha havia registros de retiradas que foram subtraídas da subconta “Amigo”.

Marcelo ainda afirmou que, além das retiradas do “Programa” B4, B5, B6, foram abatidos dessa subconta a “Doação Instituto 2014”.

Ainda de acordo com as informações que o empresário repassou para a Polícia Federal, foi Palocci que fez a solicitação da retirada e pediu para que fossem abatidas da referida subconta “Amigo”. Ele acredita que R$ 12,4 milhões foram destinados para a aquisição de um terreno para o Instituto Lula e mais uma vez confirmou que o termo “Amigo” sempre foi utilizado para se referir ao ex-presidente [VIDEO].

Padrinho

Nos novos depoimentos, o empresário afirmou que os acertos financeiros com Lula eram ‘‘alinhados’’ com patriarca da Odebrecht. Ele ainda revelou que a pessoa que poderia dar mais detalhes a respeito das doações e pagamentos de palestras feitas para o Instituto Lula seria Emílio Odebrecht.

Segundo o depoimento de Marcelo, qualquer assunto seja ele indireto ou diretamente ligado a Lula era cuidado diretamente pelo pai. Ele ainda explicou que o termo ‘’Padrinho’’ era utilizado para se referir a Emílio. Marcelo é o único integrante do grupo Odebrecht que ainda se encontra preso e só deve deixar a cadeia ano que vem.

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