Um novo capítulo colocou ainda mais "lenha na fogueira", em se tratando dos "embates" entre o ex-presidente da República [VIDEO], Luiz Inácio Lula da Silva, e o ex-ministro da Fazenda petista, Antônio Palocci Filho, que a cada dia se aproxima de selar um acordo de colaboração premiada com a força-tarefa de investigação da Polícia Federal, no âmbito da Operação Lava Jato. A Lava Jato é considerada a maior operação de combate à corrupção na história contemporânea do país e é conduzida em primeira instância pelo juiz Sérgio Moro, a partir da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná.

O ex-ministro Antônio Palocci acabou revelando informações consideradas de alta relevância e "bombásticas" para o aprofundamento das investigações que envolvem o ex-presidente Lula, em um mega escândalo de corrupção e distribuição de propina na Petrobrás.

Cerco se fecha contra Lula a cada dia mais

De acordo com declarações dadas pelo ex-ministro Palocci, durante as negociações para a concretização de um acordo de delação premiada juntamente ao Ministério Público Federal, o petista foi enfático ao relatar que fez entregas em dinheiro vivo, destinado ao ex-presidente Lula, em elo menos cinco ocasiões. Vale ressaltar que as remessas foram entregues pessoalmente em mãos do ex-mandatário, através de pacotes que continham quantias equivalentes a R$ 30 mil, R$ 40 mil e R$ 50 mil.

As informações prestadas pelo ex-ministro da Fazenda petista, constam nos anexos que podem referendar o acordo de colaboração premiada. Palocci fez as afirmações como uma espécie de sumário do que poderá vir à tona, se caso forem fechadas as negociações para a efetivação do acordo de delação premiada.

Entretanto, vale lembrar que não há um prazo legal para que o acordo seja realmente fechado e nem mesmo, se essas afirmações poderão constar na eventual celebração do acordo de colaboração, numa versão final a ser apresentada.

Antônio Palocci foi enfático ao dizer que as quantias reveladas, sendo frutos do esquema de corrupção e distribuição de propinas, serviram para o pagamento de despesas pessoais atribuídas ao ex-presidente Lula. Porém, valores considerados mais expressivos teriam sido entregues diretamente ao Instituto Lula, por meio do ex-assessor de Palocci, Branislav Kontic, conforme o ex-ministro Palocci já havia revelado anteriormente ao juiz Sérgio Moro, em depoimento realizado na semana passada. Palocci foi ainda mais longe ao afirmar que as propinas integravam a conta-corrente que o PT mantinha com a empreiteira Odebrecht,

Defesa de Lula se manifesta

Em uma nota emitida, o advogado de Lula, Cristiano Zanin Martins, negou que Lula teria recebido repasses considerados ilícitos e afirmou ainda que Palocci estaria mentindo com o intuito de obter benefícios judiciais e que envolveram não somente sua liberdade, mas também o desbloqueio de seu patrimônio.