Um dos mais respeitados advogados criminalistas de todo o Brasil, Antonio Carlos de Almeida Castro, popularmente conhecido no meio jurídico, como "Kakay", decidiu tomar uma atitude que visasse a sua vida pessoal, após ter sido contratado como advogado de defesa do empresário Joesley Batista, principal acionista do Grupo J&F e dono de uma das maiores empresas do setor de vendas de carnes processadas em todo o mundo. Vale ressaltar que o empresário goiano Joesley Batista, encontra-se preso por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin. Tanto Joesley, como seu irmão, Wesley, estão detidos.

Recentemente, os irmãos Batista solicitaram a análise de um habeas corpus dirigido à mais alta Corte brasileira, com um pedido expresso de liberdade.

A relatoria do caso ficou a cargo do ministro Gilmar Mendes, envolvido no conteúdo de colaboração premida de Joesley Batista, que mais tarde foi cancelado, por solicitação do ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot. O pedido de habeas corpus impetrado pelas defesas dos irmãos Wesley e Joesley Batista, foi prontamente rejeitado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes.

'Sem clima' para comemoração no Brasil

O advogado Kakay resolveu curtir e comemorar os seus sessenta anos de idade em um dos palácios mais luxuosos de Portugal. O criminalista alugou o suntuoso Palácio Xabregas, em Lisboa, na noite da última sexta-feira (22). Antonio Carlos de Almeida Castro sempre foi considerado um dos grandes críticos dos acordo de delação premiada, principalmente, em relação à Operação Lava Jato, da Polícia Federal, que é conduzida em primeira instância pelo juiz federal Sérgio Moro.

Entretanto, o criminalista vê como grande desafio, implementar a defesa dos irmãos Wesley e Joesley Batista, que tiveram seus benefícios cancelados, a partir de um conturbado acordo de delação premiada firmado juntamente à Procuradoria-Geral da República, que estava sob a condução de Rodrigo Janot, antecessor da atual procuradora-geral Raquel Dodge. Os irmãos Batista, precursores do acordo de delação premiada da empresa JBS, considerada a "delação do fim do mundo", chegaram até mesmo, a grampear o presidente da República Michel Temer. Os delatores acabaram se dando "mal", a partir da determinação de suas prisões, por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

O advogado Kakay veio para tentar reverter a prisão dos empresários goianos. Kakay, durante a comemoração de seu aniversário em Portugal, afirmou que só fez a festa em Portugal, porque não pôde fazer em casa, já que o Brasil, segundo ele, teria se tornado um país punitivo.