A equipe de trabalho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Lula, refutou completamente as acusações de Antônio Palocci ao juiz Sérgio Moro, no âmbito das alegações da Operação Lava-Jato. Ao magistrado, o ex-ministro indicou um "pacto de sangue" entre Lula e Emílio Odebrecht sobre pacote de propinas e ligou o líder petista a casos de corrupção.

Lula, ao mesmo juiz, em depoimento concedido na última quarta-feira, rebateu Palocci e ainda chamou o antigo parceiro de governo de "frio" e "calculista".

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Como já era de se imaginar, o ex-presidente negou que tenha tido qualquer relação ilícita com empresários durante o seu governo.

Ao mesmo tempo, em nota oficial no site de Lula, a defesa apontou possíveis contradições no depoimento de Palocci, a quem classificou de interessado em "redução penal ou um acordo, mas sem nenhum compromisso com a verdade".

Os advogados de Lula também desmentiram que Lula recebeu em mãos entregas de dinheiro, conforme referido por Palocci. A defesa lembra que o próprio ex-ministro, dias antes do depoimento a Moro, destacou que "ele afirmou categoriamente que jamais havia buscado dinheiro em empresas". Por conta dessa desavença com Lula, Palocci foi alvo de processo nesta segunda-feira que poderá retirá-lo do PT [VIDEO].