O Ibope divulgou na última quinta-feira (28) uma pesquisa sobre a popularidade e aprovação do governo Michel Temer. Encomendada pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI), os números da pesquisa apenas confirmaram o que já é perceptível: Michel Temer é o presidente mais rejeitado e reprovado desde o fim da Ditadura Militar. Segundo a pesquisa, 77% dos entrevistados afirmaram que o governo do peemedebista é Ruim/Péssimo. Apenas 3% definiram como Ótimo/Bom.

Os 77% de reprovação de Michel Temer é o maior da história, desde que a CNI/Ibope começou a fazer esse tipo de pesquisa, em 1986. Anterior a esse recorde negativo, o peemedebista já possuía a pior aprovação.

Em julho desse ano, na última pesquisa feita, seu índice de Ruim/Péssimo era de 70%, até então, o pior da história.

Há um ano, em setembro de 2016, quando a CNI/Ibope divulgou a primeira avaliação de Temer, seu índice de rejeição praticamente dobrou. Em setembro de 2016, 39% consideravam o governo Ruim/Péssimo. Em dezembro do mesmo ano essa porcentagem subiu para 46%. Na primeira avaliação feita em 2017, no mês de março, o índice de Ruim/Péssimo já era de 55%. Em julho desse ano atingiu o recorde até então de 70%, agora, em setembro, impressionantes 77% de avaliação negativa.

Enquanto os índices negativos só aumentam, a avaliação positiva do governo cai constantemente. O que começou com 12% considerando o governo como Ótimo/Bom, agora são apenas 3%.

Michel Temer nem o Planalto comentaram ainda a nova pesquisa e os índices recordes de rejeição.

Ricos "aprovam" Temer

Com altos índices de rejeição em todas as camadas da sociedade, os entrevistados que ganham mais do que cinco salários mínimos (R$4.685) foram os que tiveram a maior "aprovação" ao peemedebista.

6% disseram considerar a gestão de Temer Ótima/Boa, enquanto 74% afirmaram ser Ruim/Péssima. As pessoas com mais de 55 anos também possuem uma alta ligeira na aprovação. 71% afirmaram que desaprovam o governo, seis pontos percentuais a menos do que a média final da pesquisa.

Por outro lado, na outra ponta da pirâmide, os entrevistados que ganham até um salário mínimo tiveram a maior rejeição a Temer.

2% disseram que aprovam o governo e 80% desaprovam.

Análise

Renato da Fonseca, gerente executivo de Pesquisa e Competitividade da Confederação Nacional da Indústria, afirmou que o quadro econômico e os constantes escândalos de corrupção envolvendo o governo de Michel Temer foram os principais pontos para o recorde de rejeição do peemedebista. Além dos pontos citados, Fonseca fez questão de citar a polêmica envolvendo a Amazônia como um diferencial para o crescimento da impopularidade de Temer.

A pesquisa também questionou aos entrevistados quais eram as primeiras lembranças de notícias envolvendo o governo. A principal delas, para 23%, foram as de corrupção. 11% dissera lembrar do noticiário envolvendo a Lava Jato.

O escândalo do apartamento de Geddel Vieira Lima e os R$ 51 milhões achados lá foi a terceira notícia mais lembrada, com 7%. Corroborando com o que disse Renato de Fonseca, quarta notícia mais lembrada se trata da liberação de Temer para a exploração de áreas da Amazônia, com 5%.

Dilma x Temer

A pesquisa Ibope/CNI fez questão de comparar o governo de Dilma Rousseff e Michel Temer. Para 8% dos entrevistados, a gestão do peemedebista é melhor. 31% afirmaram ser igual; 59% consideram pior e 2% não opinaram.

A pesquisa ouviu 2 mil pessoas entre os dias 15 e 20 de setembro em 126 municípios. A margem de erro são 2 pontos percentuais para mais e para menos. A confiança da pesquisa, segundo o Ibope/CNI é de 95%.

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