O Partido dos Trabalhadores trabalham principalmente em duas frentes para tentar recuperar os votos perdidos após o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Primeiro, e de forma mais forte, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva [VIDEO] esteve visitando boa parte do Nordeste em uma caravana [VIDEO] tentando mostrar sua força para o resto do país. Em um segundo momento, o presidente do PT em São Paulo, Luiz Marinho, busca retomar o prestígio do partido no Estado e na Capital, onde, há alguns anos, em um reduto do PSDB, conseguiu eleger Fernando Haddad para a prefeitura de São Paulo.

Seguindo o exemplo do líder máximo do partido, Lula, que saiu em peregrinação pelo Nordeste, o diretório estadual do PT está tentando reagrupar e realinhar as ideias dos seus filiados e diretórios municipais, que se dispersaram após o impeachment de Dilma.

Já foram realizados diversos encontros por municípios do interior do estado, como, por exemplo, Marília, São José do Rio Preto, Bauru, Assis e Pindamonhangaba. Outras cidades ainda irão receber os encontros petistas até o mês de outubro. Os encontros normalmente contam com a participação de filiados do partido, integrantes de movimentos sociais e grupos de esquerda.

Segundo a palavra de Luiz Marinho, em entrevista do site do partido, o objetivo principal desses encontros são traçar estratégias para as eleições do próximo ano. O presidente estadual do PT afirmou que a ideia é eleger o ex-presidente Lula para retomar o crescimento econômico. Marinho também comentou sobre as chances do PT conseguir eleger o governador de São Paulo na próxima eleição. Ele disse saber que é uma "coisa distante", por todo histórico anti-petista e ser reconhecidamente um reduto tucano, principalmente o interior do estado, mas acredita ser capaz de organizar a militância do partido e disputar o governo.

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Desfiliações

O Partido dos Trabalhadores vive uma crise de relações públicas desde o fim do primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff. Para se ter uma ideia, segundo números oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), somente no estado de São Paulo, o PT perdeu um total de 7.068 filiado desde o fim do primeiro mandato de Dilma, que se encerrou em 2014.

O estado de São Paulo é conhecido por ser um reduto tucano, vide o fato que o partido comanda o governo desde 1995 - Cláudio Lembo, vice-governador do finado PFL, hoje DEM, assumiu o governo entre 31 e março de 2006 e 1º de janeiro de 2007, quando Alckmin renunciou para poder disputar a presidência com Lula. Curiosamente, até julho de 2017, o PT possuía um número maior de filiados no estado do que o PSDB. São 382.008 petistas contra 306.518 tucanos.

Se levarmos em consideração os filiados em todo o Brasil, o PT também é maio do que o PSDB. Até julho de 2017 eram 1.581.867 filiados ao partido vermelho e 1.449.873 aos azuis. Desde o fim do primeiro mandato de Dilma até julho desse ano, o partido perdeu 4.832 filiados juntando todos os diretórios.

Eduardo Suplicy

Se engana quem pensa que Fernando Haddad, ex-prefeito de São Paulo, é o principal nome do PT no Estado. O atual vereador Eduardo Suplicy é a aposta petista para tentar voltar a crescer.

Suplicy foi recordista de votos na eleição de 2016 para a Câmara dos Vereadores de São Paulo. É consenso no partido que uma figura como Suplicy como vereador é um desperdício. Uma ala do PT de São Paulo acredita que ele deve disputar a eleição para senador. Outra pensa mais no partido é crê que o cargo de deputado federal é o mais indicado, pois ele seria um puxador de voto e conseguiria mais cadeiras para a bancada petista. De forma mais remota, também se cogita seu nome para governador.