Nessa semana, uma fala do General Antonio Hamilton Mourão, do Exército, gerou grande repercussão. Em um discurso, ele falou que o Exército está preparado para fazer uma intervenção militar, caso o caos político [VIDEO] continue e a justiça não consiga resolver problemas históricos e, aparentemente, sem solução no país, como a corrupção.

A fala de Mourão fez com que militares ficassem ativos nos quartéis de todo o Brasil e também provocou críticas. Entidades viram com preocupação a possibilidade de um novo regime militar. [VIDEO] Apesar de ser contra a chamada "ditadura", o comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas, contou que Mourão não vai ser punido e que não disse nada de errado.

De acordo com ele, o General apenas reproduziu o que seria o discurso real das Forças Armadas, que é estar sempre preparada para o caos.

General do Exército apoia Mourão e confirma que Exército pode sim fazer intervenção militar

Villas Bôas esteve no 'Conversa com Bial' e contou que o Exército vigia sim o que acontece no país e que as Forças Armadas vão agir, apenas caso haja necessidade. Questionado o que e quando seria essa necessidade, o chefe do Exército falou quando existir o caos ou um iminente caos. Ele ainda lembrou que a própria constituição brasileira permite que o Exército haja dessa maneira.

Ministro da defesa pede reação cabível contra Mourão, mas leva não do Exército

Em entrevistas, Raul Jungmann, Ministro da defesa, criticou a decisão de Mourão e pediu que o Exército se pronunciasse imediatamente.

Para ele, Mourão estaria insinuando que as Forças Armadas brasileiras estariam em um possível iminente "golpe militar". Entre os anos de 1964 e 1984, o Brasil viveu um período ditatorial, que o Exército diz que não quer repetir, pois não teria sido bom para os brasileiros.

Villas Bôas, durante o 'Conversa com Bial', ainda chamou o General de gauchão e grande soldado, sendo para ele uma figura fantástica. O não do Exército a Raul Jungmann mostra sua fraqueza na posição do governo do presidente Michel Temer, do PMDB.

Constituição legaliza intervenção militar

"Se você recorrer ao que está na Constituição, no artigo 142, como atribuição das Forças Armadas, diz que as Forças podem ser empregadas na garantia da lei e da ordem por iniciativa de um dos poderes", revelou o General do Exército, que ainda lembrou que não a intervenção pode acontecer com o pedido de qualquer um dos poderes, ou até sem eles, caso haja a necessidade.